Parque de exposições em ribeirão preto pode ter uso restrito por nova lei

 Parque de exposições em ribeirão preto pode ter uso restrito por nova lei

G1

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Um projeto de lei em análise na Câmara Municipal de Ribeirão Preto, São Paulo, busca endurecer as regras para a concessão do Parque Permanente de Exposições para eventos. A proposta, de autoria de um vereador, visa impedir a utilização do espaço, cuja construção data de 50 anos, caso não haja comprovação de condições seguras para o público.

O projeto, recém-protocolado, não especifica quem seria o responsável por sanar as eventuais pendências estruturais do parque, mas atribui à Prefeitura a responsabilidade pela fiscalização. Atualmente, os organizadores dos eventos que alugam o espaço arcam com os custos das adequações necessárias.

A Prefeitura informou que está finalizando um projeto de revitalização do parque, que inclui a construção de um muro para isolar a área, a reforma das instalações e a implantação de uma base da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Segundo o comunicado, a topografia do local está sendo realizada, marcando a etapa final antes da conclusão do projeto executivo. A administração municipal afirma que o local, negligenciado por gestões anteriores, agora é prioridade.

O Parque Permanente de Exposições, conhecido por sediar grandes festivais como o João Rock e o Ribeirão Rodeo Music, é administrado pela Prefeitura, mas enfrenta problemas de abandono e precariedade. O autor do projeto de lei justifica a proposta argumentando que o parque é um bem público relevante para o município, mas que se encontra em condições inadequadas devido à falta de manutenção e atos de vandalismo. Ele enfatiza a necessidade de garantir a segurança do público e dos prestadores de serviços.

Antes de ser levado ao plenário, o projeto ainda passará pela avaliação de comissões internas do legislativo.

Construído em 1975 para abrigar a Feira Agropecuária da Alta Mogiana (Feapam), o parque foi escolhido por ser a única área coberta da cidade capaz de receber uma exposição de âmbito nacional. A proximidade com uma rodovia também contribuiu para a escolha do local, que ao longo dos anos tem sofrido com o abandono.

O projeto de lei complementar estabelece que a concessão do espaço, mesmo para uso gratuito, depende do cumprimento de uma série de exigências, incluindo todos os alvarás, licenças e registros exigidos pelas normas federais, estaduais e municipais; certificados e vistorias comprovando a segurança das instalações, incluindo as elétricas e as estruturas de prevenção e combate a incêndio; e condições de acessibilidade e segurança para o público e prestadores de serviços.

A Prefeitura deverá verificar o cumprimento dessas exigências antes de autorizar a realização de eventos e publicar a concessão no Diário Oficial. A documentação exigida também será necessária para a manutenção dos contratos de concessão já existentes, com um prazo de seis meses para apresentação a partir da publicação da lei.

Fonte: g1.globo.com

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