São Paulo na Vanguarda: Sete Cidades Paulistas Lideram Ranking Nacional de Excelência em Eficiência Hídrica
Agência SP
Em um cenário nacional onde a gestão da água se torna cada vez mais crucial, o estado de São Paulo se destaca por sua excelência no combate ao desperdício. Um estudo recente, intitulado "Perdas de Água 2026" e realizado pelo Instituto Trata Brasil, revela que sete municípios paulistas estão entre os doze com o melhor desempenho do país, cumprindo padrões rigorosos de eficiência hídrica e servindo como referência para o saneamento básico nacional.
Desempenho Exemplar: As Cidades Mais Eficientes do País
O levantamento analisou os 99 municípios mais populosos do Brasil, identificando apenas doze que cumprem simultaneamente os dois indicadores de excelência em redução de perdas. A proeminência paulista é notável, com mais da metade das cidades nesse seleto grupo. As cidades que alcançaram esse patamar, em ordem do menor ao maior índice de perdas na distribuição, são:
<ul><li><b>Suzano</b> (SP): 1,27%</li><li><b>Santos</b> (SP): 5,35%</li><li>Goiânia (GO): 11,45%</li><li><b>São José do Rio Preto</b> (SP): 14,52%</li><li><b>Limeira</b> (SP): 16,58%</li><li><b>Campinas</b> (SP): 17,46%</li><li><b>Taubaté</b> (SP): 19,08%</li><li>Teresina (PI): 19,55%</li><li>Campo Grande (MS): 20,69%</li><li>Petrópolis (RJ): 22,28%</li><li>Maringá (PR): 22,78%</li><li><b>Franca</b> (SP): 24,01%</li></ul>
Dentre os sete municípios paulistas, quatro são atendidos pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp): Suzano, Santos, Taubaté e Franca. Os demais contam com gestão municipal própria do saneamento, demonstrando a diversidade de modelos de sucesso no estado.
Os Critérios de Excelência na Gestão de Perdas
O estudo do Instituto Trata Brasil baseia-se em critérios estabelecidos por uma norma do Ministério das Cidades (Portaria 788/2024), que define limites para o desperdício de água como condição para que municípios recebam financiamento federal para abastecimento a partir de 2033. Os dois indicadores-chave utilizados para medir a eficiência são:
O primeiro, "Perdas na distribuição", avalia a porcentagem de água tratada que se perde antes de chegar ao consumidor final, com um teto máximo de 25%. O segundo, "Perdas por ligação", mensura o volume médio de água desperdiçado por conexão ativa, estabelecendo um limite de até 216 litros por ligação ao dia. Os dados para a análise, referentes ao ano de 2024, foram obtidos do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa).
São Paulo Além dos Líderes: Um Compromisso Estadual Abrangente
A excelência de São Paulo na gestão hídrica não se restringe apenas aos sete municípios que cumprem ambos os critérios. Ao analisar os indicadores separadamente, um universo ainda maior de cidades paulistas demonstra alto desempenho. Ao todo, dez municípios do estado, incluindo a capital, figuram em pelo menos uma das listas de excelência. Além dos sete já citados, <b>São Bernardo do Campo</b>, <b>São Paulo</b> e <b>Itaquaquecetuba</b> também exibem resultados notáveis em um dos parâmetros.
No recorte por unidade da federação, o estado de São Paulo também apresenta índices significativamente melhores que a média nacional. Em 2024, as perdas na distribuição em São Paulo foram de 32,15%, consideravelmente abaixo da média brasileira de 39,53%, posicionando-o como a sexta menor taxa entre os estados e o Distrito Federal. Em relação às perdas por ligação, São Paulo registrou 280 litros por ligação ao dia, sendo a oitava menor taxa do país e bem abaixo da média nacional de 349 litros.
Investimentos Estratégicos e Inovação Tecnológica da Sabesp
Os resultados positivos refletem uma ofensiva robusta contra o desperdício de água, impulsionada principalmente pela Sabesp, responsável pelo saneamento em grande parte do estado. A companhia planeja investir quase R$ 9 bilhões até 2029 em programas focados na redução de perdas, que incluem a renovação de redes, a digitalização dos sistemas e a incorporação de novas tecnologias. Essas ações visam modernizar a infraestrutura e aumentar a eficiência operacional.
Um dos pilares dessa estratégia é o maior projeto de hidrômetros inteligentes do mundo, com um investimento de R$ 3,8 bilhões. Esse sistema inovador permite a identificação em tempo real de vazamentos não visíveis e envia alertas de consumo anormal diretamente aos clientes via aplicativo, WhatsApp ou e-mail, promovendo a detecção precoce de problemas e o engajamento do consumidor.
Outra frente importante é a gestão inteligente da pressão na rede de distribuição. Entre outubro de 2025 e março de 2026, a Sabesp conseguiu economizar 151 bilhões de litros de água na Grande São Paulo ao reduzir a pressão no período noturno. Esse volume equivale ao abastecimento de toda a região metropolitana por um mês e foi complementado por mais de 60 mil ações preventivas e inspeções em mais de 17 mil quilômetros de rede, evidenciando o compromisso contínuo com a otimização e manutenção.
A liderança de São Paulo no combate ao desperdício de água, evidenciada pelos resultados do estudo e pelas ações estratégicas em andamento, não apenas garante a segurança hídrica de seus cidadãos, mas também estabelece um modelo valioso de gestão e investimento que pode inspirar outros estados e municípios brasileiros na busca por maior eficiência no saneamento.
Fonte: https://www.agenciasp.sp.gov.br