Operação alvo no pcc revela nomes e esquema de lavagem de dinheiro

 Operação alvo no pcc revela nomes e esquema de lavagem de dinheiro

G1

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Uma operação conjunta do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Militar deflagrada nesta quinta-feira teve como alvo um esquema de lavagem de dinheiro ligado a dois dos traficantes mais procurados do Brasil. A ação mirou o principal chefe em liberdade da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Sérgio Luiz de Freitas Filho, conhecido como “Mijão”, “Xixi” ou “2X”, que permanece foragido. Contudo, seu filho, Sérgio Luiz de Freitas Neto, foi preso durante a operação.

Foram decretadas nove prisões preventivas, com cinco alvos capturados pelo 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) da Polícia Militar, incluindo o filho do líder do PCC. Outro alvo foi preso na Bahia, enquanto dois já se encontravam detidos e um continua foragido. A operação também teve como alvo Álvaro Daniel Roberto, o “Caipira”, que foi alvo de mandado de busca e apreensão. Assim como “Mijão”, “Caipira” está foragido há anos e integra a lista de criminosos mais procurados do país. Investigações recentes indicam que ambos estariam na Bolívia.

Durante o cumprimento dos mandados, as buscas foram realizadas em condomínios de alto padrão em Campinas, como Alphaville, Entreverdes, Jatibela e Swiss Park. Em um dos locais, no distrito de Sousas, ocorreu um confronto entre policiais e um dos investigados, Luís Carlos dos Santos, que morreu no local. Um policial militar foi baleado e levado ao Hospital de Clínicas da Unicamp para atendimento médico.

Além dos mandados de prisão, foram emitidos 11 mandados de busca e apreensão. A Justiça determinou o bloqueio de 12 imóveis de luxo e valores em contas bancárias. Os mandados foram cumpridos também em Mogi Guaçu (SP) e Artur Nogueira (SP).

A operação é um desdobramento das operações “Linha Vermelha” e “Pronta Resposta”, que em agosto desarticularam um plano do PCC para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, em Campinas. A análise do material apreendido nessas ações revelou novos esquemas criminosos que conectavam empresários e traficantes.

A investigação apurou que os criminosos realizaram diversas transações financeiras para disfarçar a origem do dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Eles utilizavam empresas e atividades aparentemente lícitas para lavar os valores ilícitos. Em meio a desentendimentos entre os integrantes do grupo, foram realizadas diversas transações de imóveis e movimentações financeiras para espalhar o patrimônio e ocultar os verdadeiros donos e a origem do dinheiro, operações que foram descobertas pelo Ministério Público.

Fonte: g1.globo.com

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