Brasil pode criar milhões de empregos verdes até 2050, aponta estudo

 Brasil pode criar milhões de empregos verdes até 2050, aponta estudo

© Ari Versiani/PAC

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Um estudo recente projeta que o Brasil tem o potencial de gerar sete milhões de empregos considerados “verdes” até 2030, e esse número pode saltar para 15 milhões até 2050. A análise, realizada pela Agenda Pública em colaboração com a Fundação Grupo Volkswagen, investiga os impactos da transição para uma economia de baixo carbono no mercado de trabalho brasileiro.

A pesquisa busca identificar medidas que ampliem a mobilidade social através da inclusão produtiva, abordando como a descarbonização e a transformação digital influenciam o cenário empregatício. O relatório enfatiza a necessidade de modernizar as políticas locais de desenvolvimento econômico, com foco em áreas como energias renováveis, economia circular, bioeconomia e mobilidade de baixas emissões. Estes setores são vistos como promotores de empregos sustentáveis.

Vitor Hugo Neia, diretor-geral da Fundação Grupo Volkswagen, destaca a importância de investir em qualificação profissional e em políticas públicas estruturantes nos níveis estadual, federal e municipal. Segundo ele, essa estratégia é crucial para garantir que a transição seja uma oportunidade para reduzir as desigualdades sociais, promovendo inclusão produtiva e mobilidade social, sem deixar ninguém para trás.

Para avaliar a situação de diferentes localidades, o estudo desenvolveu dois indicadores: Vulnerabilidade Socioeconômica e Capacidade Adaptativa. Com base nesses índices, os municípios foram classificados em perfis como resiliente, emergente, em atenção e crítico, permitindo identificar áreas prioritárias para intervenção.

A Capacidade de Transição foi avaliada considerando o capital humano, medido pela proporção de profissionais com ensino médio e superior, bem como o número de matrículas em cursos técnicos, e a capacidade fiscal, calculada pela receita própria per capita dos municípios.

O estudo revela que cada região enfrenta desafios e possui potencialidades distintas, exigindo estratégias de transição personalizadas. Uma das recomendações principais é a implementação de uma governança participativa.

Adicionalmente, a pesquisa aponta para a urgência de políticas específicas para jovens em situação de vulnerabilidade. Os dados revelam que 42% dos jovens negros entre 18 e 24 anos estão fora da escola ou do ensino superior, enquanto entre jovens brancos essa taxa é de 22%. Essa disparidade demonstra a necessidade de ações direcionadas para garantir a inclusão educacional e profissional desse grupo.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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