As mudanças necessárias para que a Seleção Brasileira se recupere após o empate na estreia da Copa
As mudanças necessárias para que a Seleção Brasileira se recupere após o empate na estreia da Copa
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Por Jairo Giovenardi – @jairogiovenardi
O empate por 1 a 1 da Seleção Brasileira diante de Marrocos, na estreia da Copa do Mundo de 2026, está longe de ser um desastre. Mas também não pode ser tratado com normalidade. Mesmo diante do adversário mais forte do grupo, a expectativa era de uma atuação mais consistente e de uma vitória. A boa notícia é que a Copa do Mundo permite correções rápidas e o Brasil ainda tem tempo para fazê-las em busca do hexa.
Assim que Neymar estiver em condições de jogo, ele será uma peça fundamental para a equipe, sendo referência técnica e mais uma voz experiente dentro de campo. Além dele, outros dois atacantes não podem ser deixados de lado pelo técnico Carlo Ancelotti: Endrick e Rayan.
Até compreendo a entrada de Luiz Henrique no segundo tempo da estreia, mas Rayan precisa de uma oportunidade nos próximos jogos, pois tem futebol suficiente para desequilibrar, algo que faltou ao ataque brasileiro durante boa parte da partida diante dos marroquinos.
Já Endrick é aquele talento que decide jogo numa única finalização e já foi muito bem com a Amarelinha, mesmo quando Dorival Júnior era o treinador.
Na semana passada destacamos que os amistosos pré-Copa pouco mudam na preparação das equipes, mas Endrick aproveitou muito bem as oportunidades que teve nos testes e não pode agora no Mundial simplesmente não entrar em campo. Muito menos num jogo em que Raphinha passou longe de ser aquele craque do Barcelona. Sonolento, atrapalhou o ataque da Seleção Brasileira.
Fabinho e Matheus Cunha, por outro lado, entraram bem. Douglas Santos cumpriu seu papel sem comprometer. Já Vini Júnior foi responsável pelo principal momento da Seleção na partida: um belo gol.
Há muito espaço para evolução. E Carlo Ancelotti, dono de uma das carreiras mais vitoriosas do futebol mundial, certamente sabe que uma Copa do Mundo não costuma perdoar erros repetidos. O empate na estreia serve como alerta e também como oportunidade para ajustes.
Endrick, Neymar e Rayan não são Bebeto, Romário e Ronaldo. Nem precisam ser. O que o Brasil precisa deles é algo mais simples: personalidade para decidir jogos. Porque em Copa do Mundo, por mais importante que seja a organização coletiva, os grandes momentos continuam pertencendo aos jogadores capazes de transformar uma única oportunidade em gol. E hoje, mais do que nunca, a Seleção precisa desse tipo de protagonismo.
- Quem é o Jairo?
Jairo Giovenardi é jornalista. Foi assessor de imprensa do Palmeiras, do São Bernardo e do Basket Osasco, produtor do Bandsports, repórter dos jornais Lance e Folha Universitária e das rádios ABC e Trianon. Atualmente é CEO da JGCOM, empresa especializada em Comunicação.