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Safernet orienta famílias sobre segurança online e proteção infantil
© Antônio Cruz/Agência Brasil
A SaferNet, entidade dedicada à proteção dos direitos humanos na internet, com foco especial em crianças e adolescentes, realiza nesta quinta-feira, às 19h, a transmissão ao vivo “Famílias Conectadas: tira dúvidas sobre estratégias de supervisão familiar”. O objetivo é fornecer orientação a pais e responsáveis sobre como acompanhar os filhos no ambiente digital de forma segura.
A iniciativa busca capacitar os adultos a identificar comportamentos que possam indicar riscos para os jovens, como exposição a conteúdos inadequados ou interação com indivíduos de identidade falsa com intenções de aliciamento.
O encontro online, realizado em colaboração com o Google, contará com a participação de especialistas na área. Os participantes poderão enviar perguntas por meio do chat da página do YouTube durante a transmissão.
Entre as ferramentas que serão apresentadas está o Family Link, um produto do Google que permite aos pais mediar o uso da internet pelos filhos. Com o Family Link, é possível estabelecer limites de tempo de navegação, monitorar os sites acessados e acompanhar os deslocamentos dos jovens. O Family Link está disponível para uso em navegadores e aplicativos.
O SafeSearch, outro recurso do Google, também será abordado durante o evento. Essa ferramenta permite filtrar conteúdos considerados sensíveis, como imagens com violência explícita ou conteúdo sexual. A SaferNet já compartilhou reflexões sobre o tema em atividades anteriores, disponíveis na internet.
Adicionalmente, o Instituto Liberta divulgou recentemente um guia para auxiliar crianças a compreenderem seus corpos e sentimentos, desenvolvendo um senso de autoproteção. O material inclui publicações específicas para cuidadores e familiares, bem como materiais segmentados por faixas etárias (0 a 4 anos, 5 a 7 anos e 8 a 10 anos) e vídeos complementares.
O instituto enfatiza a importância de ensinar os nomes corretos das partes do corpo às crianças, facilitando a autoproteção e promovendo o desenvolvimento saudável da identidade e autoestima. Esse gesto contribui para que as crianças se familiarizem com os termos, normalizando-os e crescendo com uma perspectiva positiva e natural em relação ao próprio corpo, afastando sentimentos de vergonha ou estigma.
O guia também orienta que, ao interagir com as crianças, não é recomendável expressar nojo ou incômodo diante de funções fisiológicas comuns ou partes íntimas. Pais e cuidadores devem se mostrar receptivos quando as crianças fazem perguntas, não as censurando e demonstrando respeito e cuidado pelo próprio corpo, para que isso seja replicado pelos filhos. A utilização de recursos como livros infantis, bonecos e bichinhos de pelúcia também é incentivada no processo de aprendizado.
A diretora-adjunta do Instituto Liberta, Cristina Cordeiro, aponta que existe resistência na sociedade em relação a esse tipo de instrução. Segundo ela, o guia tem o potencial de simplificar a questão em famílias onde ainda há tabus e de reduzir o medo em pais que se preocupam em antecipar etapas do desenvolvimento infantil ao abordar o assunto por conta própria.
“Ensinar crianças pequenas a reconhecer situações desconfortáveis e a nomear corretamente as partes do corpo reduz o risco de abuso sexual e facilita a revelação de violência sofrida”, argumenta Cristina Cordeiro. Para ela, o guia atua como um instrumento de transformação social, demonstrando que falar com responsabilidade é uma forma de proteger crianças e adolescentes.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br