Quadrilha vendia produtos falsificados em lojas virtuais e movimentou milhões
G1
Uma organização criminosa que movimentou cerca de R$ 12 milhões com a venda de produtos falsificados foi desmantelada pela Polícia Civil. A quadrilha utilizava 154 perfis para criar lojas virtuais em grandes plataformas de e-commerce, como Mercado Livre, Shopee e Magazine Luiza. Além disso, a polícia identificou 46 empresas registradas em nome de terceiros que não tinham conhecimento do uso de seus dados.
A operação, que culminou em mandados de busca e apreensão em três galpões logísticos e três imóveis, é um desdobramento de uma ação anterior realizada no fim de outubro, quando um dos sócios, Gustavo Lupercino de Freitas, foi preso em flagrante. Ele permanece em prisão preventiva.
De acordo com o delegado Elton Costa, responsável pelo caso, as contas usadas para a venda dos produtos eram operadas em nome de pessoas que não sabiam que seus nomes estavam sendo utilizados. Durante as operações, foram apreendidos celulares, notebooks e documentos que detalham o funcionamento do esquema.
Entre os produtos falsificados comercializados pela quadrilha, foram encontrados perfumes, celulares, aspiradores de pó automáticos, brinquedos, tintas de impressora, canetas emagrecedoras, roupas e outros eletrônicos. Milhares de produtos foram apreendidos, juntamente com veículos de luxo, como um Porsche Macan e um Jeep Compass.
As investigações apontam que o grupo atuava em diversos estados do Brasil e possuía ramificações no Paraguai e na China. Em operação anterior, as autoridades apreenderam celulares, perfumes, canetas emagrecedoras e cartuchos de impressoras que eram vendidos como produtos originais.
A polícia investiga uma possível ligação da quadrilha com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). O condomínio onde foram cumpridos os mandados já foi alvo de outras operações que investigam lavagem de dinheiro ligada a membros da facção.
Fonte: g1.globo.com