Motorista atacado com corrosivo em Araraquara relatava ameaças da ex

 Motorista atacado com corrosivo em Araraquara relatava ameaças da ex

G1

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A cidade de Araraquara, no interior de São Paulo, foi palco de um grave incidente que chocou a comunidade local. Um motorista de ônibus, de 50 anos, foi atacado com um líquido corrosivo por sua ex-companheira enquanto estava em serviço, na manhã da última sexta-feira (23). O caso, que já está sendo investigado pela Polícia Civil, revelou um cenário de ameaças prévias sofridas pela vítima. Márcio Dadério, o motorista, permanece internado na Santa Casa, recebendo cuidados médicos para as queimaduras que atingiram diversas partes de seu corpo. A suspeita, Andreia Nascimento Cardoso dos Santos, de 49 anos, não foi encontrada até o momento, e imagens de câmeras de segurança flagraram sua fuga após o ato violento, intensificando os esforços das autoridades para sua localização. A gravidade das lesões e o contexto das ameaças anteriores lançam luz sobre a urgência da elucidação dos fatos e da captura da responsável.

O ataque repentino e as consequências para a vítima

O momento da agressão e a fuga da suspeita
O ataque ocorreu por volta das 8h30 da manhã, em um ponto de ônibus movimentado na Avenida Padre Francisco Salles Colturato (Avenida 36), no Centro de Araraquara. Imagens de uma câmera de segurança capturaram o exato momento em que a suspeita, vestindo uma blusa vermelha, aproveita a parada do veículo para adentrar o coletivo. Segundos após a agressão, ela desce do ônibus e empreende fuga pela mesma avenida, desaparecendo entre os pedestres e o tráfego. A ação foi rápida e premeditada, pegando a vítima de surpresa e gerando pânico entre os presentes. O mecânico Jeferson Lobo, que trabalha em frente ao local do crime, foi um dos primeiros a prestar socorro, relatando que Márcio Dadério imediatamente informou ter sido atingido por soda cáustica e apresentava queimaduras visíveis, com bolhas estouradas e intensa vermelhidão. A cena caótica exigiu uma resposta rápida, com populares e colegas de trabalho tentando minimizar os danos antes da chegada das equipes de resgate. A precisão do ataque e a imediata fuga da suspeita indicam um plano cuidadosamente executado, aumentando a complexidade da investigação.

Estado de saúde e cuidados médicos do motorista
Após o ataque, Márcio Dadério foi prontamente socorrido e encaminhado à Santa Casa de Araraquara. Ele sofreu queimaduras em várias partes do corpo, incluindo os olhos, braços, pernas e tórax. De acordo com o tenente dos bombeiros Fernando de Camargo, as lesões eram perceptíveis e graves, com “bolhas estouradas, vermelhidão no local, provavelmente uma queimadura de segundo grau”. A equipe médica da Santa Casa informou que o paciente está recebendo todos os cuidados médicos e assistenciais necessários. Exames laboratoriais foram realizados, e seu estado de saúde é considerado estável, apesar da gravidade das lesões. A recuperação de queimaduras, especialmente as de segundo grau e em áreas sensíveis como os olhos, é um processo delicado e que exige acompanhamento contínuo. A equipe médica monitora de perto sua evolução, visando a minimização de sequelas e a plena recuperação da vítima. A comunidade aguarda por notícias otimistas sobre a melhora de Márcio Dadério, enquanto o foco das autoridades se volta para a captura da agressora.

Ameaças anteriores e o andamento da investigação

O histórico de ameaças e a busca pela suspeita
Antes mesmo do ataque, Márcio Dadério já vinha relatando um histórico de ameaças por parte de sua ex-companheira, Andreia Nascimento Cardoso dos Santos. Esta informação foi crucial para a polícia, que agora investiga se o ataque foi o culminar dessas intimidações. A vítima teria expressado a familiares e colegas que as ameaças eram “bastantes”, indicando um padrão de comportamento agressivo por parte da suspeita. Andreia, que tem 49 anos, ainda não foi localizada pelas forças de segurança. A divulgação das imagens de segurança, que mostram claramente a mulher agindo e fugindo do local, tornou-se uma ferramenta vital para as autoridades, que esperam que a população possa fornecer informações que levem à sua prisão. O caso, registrado como lesão corporal, ganhou prioridade na Polícia Civil de Araraquara, que mobiliza seus recursos para desvendar todos os aspectos do crime e garantir a responsabilização da agressora.

A identificação da substância corrosiva e as evidências coletadas
Um dos pontos centrais da investigação é a identificação exata da substância corrosiva utilizada no ataque. Embora Márcio Dadério tenha relatado ter sido atingido por “soda cáustica”, e o boletim de ocorrência mencione um “líquido ácido”, somente o laudo pericial poderá confirmar a natureza do composto. A perícia da Polícia Civil foi acionada e esteve no local do crime para coletar evidências. Dentro do ônibus, foram encontrados vestígios da substância, bem como um copo que teria sido utilizado pela suspeita para conter e lançar o líquido contra a vítima. Esses elementos são cruciais para a análise forense, que determinará a composição química do material e fornecerá subsídios importantes para a investigação. A identificação precisa da substância pode também auxiliar na compreensão da intensidade e do tipo de lesões sofridas pela vítima, além de corroborar os relatos e fortalecer as provas contra a ex-companheira de Márcio Dadério. A coleta e análise rigorosa desses materiais são etapas fundamentais para a conclusão do inquérito policial e a subsequente ação judicial.

Conclusão
O ataque com líquido corrosivo em Araraquara, que vitimou o motorista Márcio Dadério, ressalta a gravidade da violência motivada por conflitos interpessoais, especialmente quando há um histórico de ameaças. Enquanto a vítima se recupera na Santa Casa, enfrentando um processo de cura para suas queimaduras, a Polícia Civil intensifica as buscas por Andreia Nascimento Cardoso dos Santos, a ex-companheira apontada como autora do crime. A elucidação dos fatos e a responsabilização da suspeita são imperativas para garantir a justiça e para reforçar a mensagem de que atos de violência dessa natureza não serão tolerados. A comunidade de Araraquara permanece atenta aos desdobramentos, esperando que a agilidade na investigação e a colaboração da população levem à rápida captura da agressora, promovendo a segurança e a ordem na cidade.

Perguntas Frequentes

1. Qual a condição de saúde atual do motorista atacado?
Márcio Dadério, o motorista de ônibus de 50 anos, está internado na Santa Casa de Araraquara. Ele sofreu queimaduras nos olhos, braços, pernas e tórax, mas seu estado de saúde é considerado estável.

2. A suspeita do ataque foi localizada pela polícia?
Não, Andreia Nascimento Cardoso dos Santos, de 49 anos, ex-companheira da vítima e apontada como autora do ataque, ainda não foi localizada pelas autoridades. A Polícia Civil continua as buscas e investigações.

3. Qual substância corrosiva foi utilizada no ataque?
A vítima mencionou ter sido atingida por “soda cáustica”, e o boletim de ocorrência aponta um “líquido ácido”. No entanto, a identificação exata da substância depende do laudo pericial da Polícia Civil, que está analisando as evidências coletadas no local do crime.

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Fonte: https://g1.globo.com

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