Brasil conquista melhor desempenho da história em Jogos Paralímpicos de Inverno
Ex-pm é absolvido pela segunda vez em caso de morte de barbeiro
G1
A família do barbeiro Matheus Gustavo Silva, morto a tiros em julho de 2020, em Franca, interior de São Paulo, manifestou sua intenção de recorrer novamente da decisão judicial que absolveu o ex-policial militar Tiago Morais Lopes pela segunda vez. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira, após a anulação do primeiro júri pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
Cesar Costa, padrasto de Matheus, expressou a determinação da família em buscar justiça. “Se tiver 1% de chance, nós vamos recorrer novamente. Da outra vez, ninguém acreditou que a gente teria condições de voltar aqui e aquele 1% fez a gente voltar aqui novamente”, afirmou. A defesa da família também declarou que, embora respeite a decisão, apresentará um novo recurso.
O crime ocorreu na Avenida Brasil, zona Leste de Franca. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que, após uma discussão dentro de um carro, Tiago atirou em Matheus, que faleceu no local. Na época, o policial alegou ter reagido a uma tentativa de assalto, versão refutada pela família da vítima, que classificou o caso como uma execução.
Durante o julgamento, a defesa do ex-PM argumentou que conseguiu provar as circunstâncias que levaram à absolvição por duas vezes. “É um processo extenso, um julgamento extenso, e por duas vezes nós conseguimos provar essas circunstâncias no processo e por isso ele foi novamente absolvido”, declarou a advogada Raquel Andrucioli. A defesa espera agora o trânsito em julgado para tentar reintegrar Tiago à Polícia Militar, da qual foi expulso em março de 2024, após um processo disciplinar.
A mãe de Matheus, Simone da Silva, expressou sua dor diante do resultado, mas demonstrou esperança. “Saio daqui hoje com o coração sangrando, mas de cabeça erguida e a gente sabe que o Matheus, de fato, foi vítima. Ele é vítima. O assassino continua livre, porém, expulso. Ele é ex-policial militar. Ele não volta mais para a polícia”. Ela acredita que a expulsão de Tiago da corporação representa um avanço na busca por justiça.
Fonte: g1.globo.com