Feriado dá para curtir um cineminha?? Cinepólis traz estreias que vão até 22 de Abril. Confira aqui!
Cruzeiro vence São Paulo e conquista bicampeonato da Copinha após 19 anos
© hony Inácio/Ag. Paulistão/Direitos Reservados
O futebol de base brasileiro testemunhou um momento histórico com o Cruzeiro sagrando-se campeão invicto da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Em uma campanha impecável, com nove vitórias em nove jogos, a equipe mineira ergueu a cobiçada taça após um jejum de 19 anos. A grande final, disputada no Estádio do Pacaembu, em 25 de janeiro de 2026, viu as “Crias da Toca” superarem o São Paulo, campeão de 2025, em um confronto eletrizante. A vitória por 2 a 1 não apenas garantiu o segundo título do Cruzeiro na história do torneio, mas também consolidou uma geração promissora que dominou a competição do início ao fim, mostrando talento, resiliência e a força de um coletivo bem trabalhado.
A final eletrizante no Pacaembu
O palco do Pacaembu foi o cenário de uma decisão emocionante que prendeu a atenção de torcedores e amantes do futebol. Cruzeiro e São Paulo se enfrentaram em um duelo de gigantes da base, com ambas as equipes buscando a glória máxima da Copinha. A partida foi marcada por momentos de alta tensão, jogadas de perigo e a performance destacada de jovens talentos.
Primeiro tempo: equilíbrio e gols decisivos
O início da partida refletiu o alto nível das equipes, com o equilíbrio ditando o ritmo nos primeiros minutos. Apesar da cautela, o Cruzeiro demonstrou um ligeiro predomínio na construção de jogadas ofensivas. Aos 11 minutos, os mineiros conseguiram furar a defesa tricolor. Em uma cobrança de escanteio precisa de Baptistella, a bola encontrou William na segunda trave, que subiu sem marcação e cabeceou com firmeza para abrir o placar, colocando o Cruzeiro à frente.
Após o gol, o jogo ganhou ainda mais intensidade e se tornou acirrado. O Cruzeiro, impulsionado pela vantagem, criou diversas oportunidades para ampliar o marcador, mas esbarrou em uma atuação brilhante do goleiro João Pedro, do São Paulo, que realizou defesas cruciais para manter sua equipe viva na disputa. Do outro lado, o arqueiro cruzeirense Victor Lamourier também se destacava com intervenções milagrosas. No entanto, já nos acréscimos da primeira etapa, aos 47 minutos, o São Paulo conseguiu o empate. Após uma cobrança de escanteio, Gustavo Santana escorou para Isac, que não perdoou e deixou tudo igual no Pacaembu, levando a decisão para o intervalo com o placar de 1 a 1 e o futuro em aberto.
Segundo tempo: a estrela de Gustavinho e a polêmica do VAR
A volta do intervalo trouxe um cenário diferente. Ambas as equipes, cientes da importância do resultado, se mostraram mais fechadas defensivamente, resultando em um jogo mais truncado e com menos espaços para a criação de jogadas. O meio-campo se tornou um campo de batalha, com a posse de bola sendo disputada intensamente.
Aos 17 minutos da segunda etapa, o técnico Mairon César, do Cruzeiro, fez uma mudança que se mostraria decisiva: colocou Gustavinho em campo, no lugar de William. A aposta no camisa 7 surtiria efeito onze minutos depois. Gustavinho, mostrando ousadia, arriscou um chute de longa distância. A bola, caprichosamente, bateu na trave e, em um lance de puro azar para o São Paulo, tocou nas costas do goleiro João Pedro antes de entrar. O Cruzeiro novamente estava à frente no placar, com 2 a 1, em um gol que seria o do título.
Mesmo com o cansaço visível, a equipe paulista não se entregou e buscou o empate com determinação. Aos 31 minutos, o árbitro assinalou um pênalti a favor do São Paulo, após uma falta de Kaiquy Luiz. No entanto, a decisão foi revisada pelo VAR (Árbitro de Vídeo), que após análise, corrigiu a marcação, determinando que a falta havia ocorrido fora da área. A reversão da penalidade foi um alívio para o Cruzeiro, que a partir desse momento, conseguiu administrar o resultado nos minutos finais, segurando a pressão do São Paulo e garantindo a vitória.
A campanha impecável do campeão
A conquista do bicampeonato da Copinha pelo Cruzeiro não foi um feito isolado, mas o ápice de uma campanha absolutamente dominante e invicta. As “Crias da Toca” mostraram desde o primeiro jogo que eram fortes candidatas ao título, enfrentando e superando cada desafio com maestria.
Dominância desde a fase de grupos
A 56ª edição da Copinha reuniu 128 times, divididos em 34 chaves, mas o Cruzeiro se destacou desde o princípio. A equipe mineira concluiu a primeira fase na liderança isolada do Grupo 13, demonstrando sua superioridade ao vencer todas as suas partidas contra Barra-SC, Esporte de Patos e Francana. Essa performance irretocável na fase de grupos serviu como um cartão de visitas para o que viria a seguir.
Nas fases de mata-mata, o Cruzeiro continuou sua trajetória vitoriosa, eliminando adversários de peso em confrontos diretos. A lista de equipes superadas incluía Meia-Noite, Ponte Preta, Santos e Guanabara City, demonstrando a versatilidade e a capacidade de adaptação da equipe. A resiliência e o talento foram novamente testados na semifinal, onde o time mineiro superou o Grêmio, garantindo sua vaga na grande final contra o São Paulo, onde consumou sua jornada invicta com a vitória decisiva. Ao final de 22 dias de intensa competição, o Cruzeiro totalizou 22 gols marcados e sofreu apenas cinco, uma estatística que sublinha a solidez defensiva e a eficácia ofensiva da equipe campeã.
A ascensão histórica do Cruzeiro na Copinha
Com este bicampeonato, o Cruzeiro iguala o número de conquistas na Copinha de importantes clubes como Palmeiras, Nacional-SP, Portuguesa e Ponte Preta, que também possuem dois títulos cada. Este feito marca um momento significativo na história do clube, consolidando a força de sua base.
O maior vencedor da Copa São Paulo de Futebol Júnior continua sendo o Corinthians, com 11 taças, seguido por São Paulo, Fluminense e Internacional, cada um com cinco títulos. A conquista do Cruzeiro após quase duas décadas de espera é um testemunho da dedicação e do investimento na formação de novos talentos, projetando um futuro promissor para muitos desses jovens jogadores que agora entram para a história do clube. A vitória não é apenas um título, mas um marco que reafirma a tradição do Cruzeiro no cenário do futebol brasileiro.
O legado de um bicampeonato invicto
A conquista do bicampeonato invicto da Copa São Paulo de Futebol Júnior pelo Cruzeiro transcende a mera adição de uma taça à galeria do clube. Este título representa o coroamento de um trabalho de base consistente, a manifestação do talento de uma geração promissora e um impulso significativo para o futuro do futebol mineiro. A invencibilidade ao longo de nove jogos, com vitórias sobre adversários de alto nível, demonstra não apenas a qualidade técnica dos jovens atletas, mas também a força de um coletivo bem treinado, com estratégias táticas eficazes e uma mentalidade vencedora.
O triunfo no Pacaembu, diante de um forte São Paulo, é um testemunho da resiliência e da capacidade de superação, com momentos decisivos como o gol de Gustavinho e a gestão de um placar apertado. Este título reacende a chama da esperança para a torcida cruzeirense, que vê em suas “Crias da Toca” não apenas campeões, mas potenciais futuras estrelas do time principal. A Copinha, conhecida como a maior vitrine do futebol de base, projetará esses talentos para o cenário nacional e internacional, consolidando o Cruzeiro como um celeiro de craques e reafirmando seu lugar de destaque no cenário esportivo brasileiro. O bicampeonato invicto é, sem dúvida, um legado inspirador que perdurará por muitos anos.
Perguntas frequentes
Qual o placar final da partida entre Cruzeiro e São Paulo na final da Copinha?
O Cruzeiro venceu o São Paulo por 2 a 1 na final da Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2026.
Quem marcou os gols do Cruzeiro na final da Copinha?
William abriu o placar para o Cruzeiro no primeiro tempo, e Gustavinho marcou o gol da vitória na segunda etapa. Isac marcou o gol de empate do São Paulo.
Quantos títulos da Copinha o Cruzeiro possui agora?
Com esta conquista, o Cruzeiro agora possui dois títulos da Copa São Paulo de Futebol Júnior.
Mantenha-se informado sobre os talentos que surgem no futebol brasileiro e as novidades dos maiores clubes do país. Não perca nenhum lance das futuras estrelas!
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br