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Ataques de abelhas disparam no interior paulista e preocupam especialistas
G1
Ataques de abelhas registraram um aumento significativo nos últimos três anos nas cidades do Oeste Paulista, revelam dados do Ministério da Saúde. As notificações de acidentes envolvendo os insetos saltaram de 75 casos em 2022 para 171 em 2024, o que representa um crescimento de 128%. Até o final de setembro de 2025, já foram contabilizados 98 casos nas 56 cidades da região de Presidente Prudente.
Diante desse cenário, o Corpo de Bombeiros intensificou os alertas sobre os cuidados necessários para evitar a aproximação de colmeias. A preocupação se intensificou após a morte de um homem no distrito de Primavera, em Rosana (SP), que foi atacado por um enxame enquanto realizava a manutenção de um ar-condicionado. A vítima caiu de uma altura de aproximadamente quatro metros e, apesar do socorro, não resistiu aos ferimentos. Outras pessoas próximas também foram atacadas, mas sem gravidade.
O biólogo Johnny Michael aponta que o aumento dos ataques está diretamente relacionado ao avanço da agricultura e à consequente redução dos habitats naturais das abelhas. Segundo ele, as abelhas têm migrado para áreas urbanas em busca de locais mais seguros, longe de agrotóxicos, com mais jardins e fontes de alimento.
“O principal motivo é o avanço da agricultura no setor, o que força as abelhas a mudarem para a cidade por ser mais seguro, longe de agrotóxicos, bastante jardins e alimentos”, explica o biólogo.
Queimadas e desmatamento também contribuem para esse comportamento, levando os enxames a se fixarem em árvores, muros e até mesmo em estruturas de residências. Um caso recente em Igaraçu do Tietê (SP), na região de Bauru, demonstra essa tendência: a Defesa Civil atendeu a uma ocorrência de uma colmeia formada embaixo do sofá de uma casa. Os insetos foram capturados e levados para uma área de mata. A família foi orientada a não permanecer no imóvel até que todas as abelhas saíssem do local.
Ao se deparar com um enxame, a recomendação é manter a calma e se afastar imediatamente, evitando movimentos bruscos ou barulhos. O Ministério da Saúde orienta que a remoção de colônias seja feita apenas por profissionais treinados e equipados, preferencialmente à noite ou ao entardecer, quando os insetos estão mais calmos. Perfumes fortes, sons altos e roupas escuras podem irritar as abelhas e provocar ataques. Barulhos de motores, como de cortadores de grama e tratores, também podem desencadear um comportamento agressivo. Em áreas rurais, os trabalhadores devem redobrar a atenção durante atividades de plantio e aragem da terra.
Diante do aumento dos registros e da gravidade dos ataques, os bombeiros reforçam a importância de acionar o telefone 193 em caso de enxames próximos a casas, escolas ou comércios.
Fonte: g1.globo.com