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Ações de segurança na academia podem evitar acidentes cardiovasculares
© José Cruz/Agência Brasil
A recente ocorrência de mortes súbitas em ambientes de treino, como registrado em cinco incidentes trágicos entre julho e dezembro de 2025 em academias de Fortaleza e região metropolitana, acende um alerta urgente para a segurança nas academias. Em resposta a esses eventos lamentáveis, um conselho profissional de educação física emitiu uma nota técnica com diretrizes detalhadas, visando reforçar a proteção dos praticantes e prevenir novos acidentes cardiovasculares. As orientações enfatizam a necessidade de avaliações prévias rigorosas, monitoramento constante durante as atividades e a capacitação essencial de profissionais em primeiros socorros. O objetivo principal é garantir um ambiente de treino seguro, onde a saúde e a integridade física dos alunos sejam prioridade máxima, combatendo os riscos associados à prática inadequada de exercícios físicos e promovendo a prevenção de acidentes cardiovasculares.
Reforço na segurança: medidas essenciais para academias
Em face da crescente preocupação com a saúde e a segurança em ambientes de treino, um conselho profissional de educação física estabeleceu um conjunto de medidas cruciais para academias. Estas diretrizes são projetadas para criar um ecossistema de exercícios mais seguro, minimizando os riscos associados à prática física, especialmente no que diz respeito a eventos cardiovasculares inesperados. A implementação rigorosa destas ações é vista como fundamental para salvaguardar a vida dos praticantes.
Avaliação e monitoramento contínuo
Um dos pilares das novas orientações é a exigência de uma avaliação física completa antes do início de qualquer programa de atividades. Esta avaliação inicial permite identificar potenciais riscos e ajustar o plano de treino às necessidades individuais do praticante. Além disso, a presença e a atuação efetiva de profissionais de educação física devidamente habilitados são indispensáveis. Esses especialistas devem não apenas prescrever os exercícios, mas também monitorar continuamente os alunos, observando sinais de alerta e garantindo que a carga, intensidade e progressão dos treinos sejam adequadas ao nível de cada indivíduo. Um conselheiro do setor, por exemplo, enfatiza que “a exigência de avaliação física no início das atividades, a presença e atuação efetiva de profissionais de educação física habilitados e a capacitação destes para primeiros socorros, adequação de carga, intensidade e progressão, manutenção de um ambiente seguro, com equipamentos em bom estado”, são fatores cruciais para prevenir mortes nas academias. A manutenção preventiva dos equipamentos também é uma medida de segurança básica que não pode ser negligenciada, garantindo que o ambiente físico esteja sempre em condições ideais de uso.
Fatores de risco e alertas importantes
A ocorrência de mortes súbitas durante o exercício físico em academias aponta para uma complexidade de fatores de risco que precisam ser urgentemente reconhecidos e abordados. Muitos desses fatores estão relacionados a condições de saúde preexistentes, muitas vezes desconhecidas pelos próprios praticantes, bem como a práticas inadequadas de treinamento e a falta de acompanhamento profissional qualificado. A conscientização sobre esses perigos é o primeiro passo para uma prevenção eficaz.
Identificando perigos e a influência de práticas não supervisionadas
Especialistas alertam para a predominância de “doenças silenciosas”, especialmente em indivíduos mais jovens, que podem não apresentar sintomas evidentes até que um evento grave ocorra. Doenças cardiovasculares, em particular, são frequentemente apontadas como responsáveis por essas ocorrências trágicas. Além disso, o excesso de carga e a intensidade de treino incompatível com o nível de condicionamento do praticante representam um risco significativo. A ausência de acompanhamento profissional especializado pode levar a decisões perigosas, como copiar treinos de “influencers” sem qualquer embasamento técnico ou avaliação individual. A negligência com sinais de alerta, como tontura, dor no peito e falta de ar, é outro fator crítico. O uso indiscriminado de suplementação, especialmente termogênicos, sem uma avaliação cardíaca prévia e orientação profissional, também é uma prática que pode agravar riscos cardiovasculares. O conselheiro Elton Gondim, por exemplo, destaca que “a presença de doenças silenciosas, principalmente em mais jovens; algumas doenças cardiovasculares podem ser responsáveis por essas ocorrências; o excesso de carga e intensidade incompatível com o nível do praticante; a falta de acompanhamento profissional; a negligência com sinais de alerta, como tontura, dor no peito e falta de ar; ter informações de fontes que não são especializadas naquela temática, copiar treino de influencer, utilizar suplementação, principalmente termogênicos, sem ter uma avaliação cardíaca antes” são fatores de alto risco.
Orientações para um início seguro na atividade física
Para aqueles que desejam iniciar ou retomar atividades físicas em academias, a abordagem proativa em relação à saúde é essencial. Embora a atividade física seja um pilar fundamental para a saúde, ela deve ser iniciada com precaução e planejamento, especialmente para indivíduos com perfis de risco.
Exames e a importância da avaliação profissional
Recomenda-se enfaticamente que pessoas sedentárias ou com fatores de risco preexistentes – como histórico familiar de doenças cardíacas, hipertensão, diabetes ou obesidade – procurem realizar exames cardiológicos antes de iniciar um programa de exercícios. Isso inclui o eletrocardiograma (ECG) e, quando indicado pelo médico, o teste ergométrico (teste de esforço). A aferição regular da pressão arterial, glicemia e o perfil lipídico também são exames importantes para uma avaliação abrangente do estado de saúde. Paralelamente, uma avaliação física funcional, conduzida por um profissional de educação física, é crucial para identificar aptidões e limitações, orientando a prescrição segura e eficaz do exercício. Essas avaliações combinadas são vitais para identificar riscos ocultos e permitir uma prescrição de exercícios personalizada e segura. É importante notar, contudo, que nem todos os indivíduos se enquadram nesses perfis de risco. Para aqueles sem histórico relevante, a obrigatoriedade de exames complexos poderia atuar como um fator desmotivador. Entretanto, o sedentarismo, por si só, está intimamente ligado a diversas comorbidades e possui um grande impacto negativo na saúde, contribuindo para desfechos graves e a redução da expectativa de vida. Portanto, o incentivo à atividade física segura e supervisionada permanece uma prioridade inquestionável para a saúde pública.
Conclusão
A segurança em academias transcende a mera observância de regras; ela representa um compromisso inabalável com a vida e a saúde dos praticantes. A implementação rigorosa de avaliações prévias, o monitoramento constante por profissionais qualificados e a atenção aos sinais de alerta são essenciais para transformar esses espaços em ambientes verdadeiramente seguros e propícios ao bem-estar. A conscientização, tanto por parte das academias quanto dos alunos, sobre os riscos e as medidas preventivas, é a chave para evitar tragédias e garantir que a busca por uma vida mais ativa seja sempre sinônimo de saúde e longevidade.
Perguntas frequentes (FAQ)
Quais são as principais medidas de segurança que as academias devem adotar?
As academias devem exigir avaliação física prévia dos alunos, garantir a presença e atuação de profissionais de educação física habilitados, capacitar esses profissionais em primeiros socorros, adequar a carga e intensidade dos treinos, e manter um ambiente seguro com equipamentos em bom estado.
Quem deve realizar exames cardiológicos antes de iniciar atividades físicas?
Principalmente pessoas sedentárias, indivíduos com fatores de risco (como histórico familiar de doenças cardíacas, hipertensão, diabetes ou obesidade) devem realizar exames como eletrocardiograma (ECG), teste ergométrico (quando indicado), aferição de pressão arterial, glicemia e perfil lipídico.
Qual o papel do profissional de educação física na prevenção de acidentes?
O profissional de educação física é responsável por realizar a avaliação física funcional, prescrever exercícios adequados ao nível e objetivos do praticante, monitorar o desempenho e a reação do aluno durante o treino, ajustar cargas e intensidades, e estar apto a prestar os primeiros socorros em caso de emergência.
Não espere um alerta para cuidar da sua saúde. Priorize a sua segurança ao praticar exercícios: converse com um profissional de educação física e um médico para iniciar sua jornada de forma consciente e segura.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br