Raphael Veiga é um dos maiores meias da história do Palmeiras e do futebol brasileiro… e eu posso provar!

 Raphael Veiga é um dos maiores meias da história do Palmeiras e do futebol brasileiro… e eu posso provar!

Créditos da foto: Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

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Por Jairo Giovenardi – @jairogiovenardi

Confesso que me assustei com uma das manchetes do site da ESPN, neste domingo (26): “Raphael Veiga perde pênalti, é vaiado e tira até comentarista da ESPN do sério no México: ‘É para mandá-lo embora'”. O meia Raphael Veiga se despediu do Palmeiras em fevereiro rumo ao México, onde acertou por empréstimo com o América. De lá para cá deixou saudades. E digo isso porque tenho a convicção de que o eterno camisa 23 palmeirense é um dos maiores meias da história do clube e do futebol brasileiro. Fase é fase e pode explicar muita coisa, mas qualidade técnica, respeito e amor à camisa poucos têm. Veiga sempre mostrou tudo isso no clube alviverde. Bom, um papo sobre “amor à camisa” no futebol atual dura menos de 30segundos por falta de opções.

Na última temporada pelo Verdão, Veiga sofreu com lesões, é verdade. As críticas também fazem parte da paixão do torcedor. Mas o meia nunca se escondeu. Bateu pênalti e acertou. Bateu e errou. Ganhou e perdeu clássicos (ganhou bem mais!). Ganhou e perdeu campeonatos. Mas com ele tudo era diferente. O “Veiganismo” mantinha a torcida em êxtase – como se o torcedor palmeirense quase não fosse intenso, vibrante. Com Veiga em campo, o palestrino tinha esperanças, mesmo nos momentos mais complicados. E olha que foram pouquíssimos momentos ruins enquanto ele vestiu a 23.

Com 109 gols e 11 títulos no período, sendo duas Libertadores, Raphael Veiga tem um caminho caso algum comentarista mexicano ou torcedor o queira fora do América: retornar ao Palmeiras! Tenho certeza que Abel Ferreira e sua comissão técnica, com um trabalho de mais de 2 mil dias, têm a capacidade de encontrar o lugar ideal para ele, em campo e fora dele, como líder que sempre foi.

Em campo ele decidiu Libertadores, finais de Campeonato Paulista, fez gols em Mundial de Clubes, Copa do Brasil, Supercopa e Brasileirão. Outros até fizeram, mas nenhum com a intensidade, maestria e senso de palestrinidade de Raphael Veiga.

Quando seguiu para o México, Veiga escreveu: “Eu nasci vivendo verde e branco. Se eu voltasse no tempo e falasse para aquele garoto que decidiria finais, ele não acreditaria”. Pois, eu acredito, Veiga. Acredito porque vi, torci, vibrei, chorei e celebrei inúmeras conquistas. Pena que Tite, então técnico da Seleção Brasileira, não deu chances para o talento deste verdadeiro craque numa Copa do Mundo.

Se o “Até breve” que o Palmeiras escreveu para ele for real, só posso dizer o seguinte: você, Veiga, tem uma casa para chamar de sua e ela atende por Sociedade Esportiva Palmeiras. Hoje e sempre!

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