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Trump adia decisão sobre liberação de arquivos ligados a epstein
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A decisão sobre a liberação de arquivos do Departamento de Justiça relacionados a Jeffrey Epstein, o financista acusado de liderar uma rede de tráfico e abuso sexual de menores, permanece pendente. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia indicado que não vetaria a lei caso fosse aprovada pelo Congresso.
Na última terça-feira (18), deputados e senadores aprovaram, com ampla maioria, a liberação dos arquivos. A medida obteve 427 votos a favor e apenas 1 contra na Câmara, enquanto no Senado foi aprovada por unanimidade.
Essa votação expressiva ocorreu poucos dias após Trump ter abandonado sua oposição inicial à liberação dos documentos. A mudança de posição veio depois da divulgação, pela Câmara, de e-mails que mencionavam a presença de Trump na casa de Epstein com uma das vítimas e que sugeriam conhecimento do presidente sobre o envolvimento de menores no esquema. Essas revelações intensificaram a pressão de parlamentares de ambos os lados para que os arquivos fossem tornados públicos.
No entanto, subsistem dúvidas sobre a abrangência da divulgação, já que a medida permite ao Departamento de Justiça manter em sigilo trechos da investigação que possam expor nomes de vítimas ou comprometer investigações em andamento.
Em meio às crescentes cobranças do Partido Republicano, Trump solicitou ao departamento que investigasse as relações de Epstein com figuras proeminentes do Partido Democrata, como o ex-presidente Bill Clinton e o ex-secretário do Tesouro Larry Summers.
O caso Epstein, somado ao aumento do custo de vida, tem impactado negativamente a popularidade de Trump. Uma pesquisa recente revelou que 60% dos americanos desaprovam o governo, enquanto apenas 38% manifestam apoio. Essa queda na aprovação pode enfraquecer os republicanos nas eleições legislativas de 2026 e intensificar a pressão sobre Trump por parte de sua base partidária.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br