Roubo milionário em ribeirão preto: justiça aceita denúncia e detalhes da investigação vêm à tona

 Roubo milionário em ribeirão preto: justiça aceita denúncia e detalhes da investigação vêm à tona

G1

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A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público contra 17 pessoas envolvidas em um roubo de alto valor ocorrido em um prédio de luxo no centro de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. O crime, que ocorreu em 24 de setembro, revelou uma complexa rede de receptação de joias roubadas com ramificações em três estados.

Até o momento, 15 dos 17 acusados foram presos, incluindo Júlia Moretti, de 21 anos, que se entregou à polícia em Araçatuba após dois meses foragida. As investigações revelaram que a ação criminosa envolveu diferentes núcleos com funções específicas, desde criminosos armados e disfarçados até a logística que incluiu a locação fraudulenta de um apartamento no mesmo edifício para facilitar a entrada e saída dos ladrões.

Ao todo, seis apartamentos foram invadidos, com moradores e prestadores de serviço feitos reféns. A Polícia Civil estima que o grupo criminoso subtraiu cerca de R$ 4 milhões em bens das vítimas.

Entre os presos, estão quatro suspeitos de integrar o núcleo financeiro da quadrilha, responsáveis por movimentações bancárias, recebimento de valores extorquidos e pagamentos logísticos: Sidney Américo Vieira, Felipe Moreira da Mata, João Paulo César Freires de Oliveira e Widman Henrique Américo Barbosa.

No núcleo logístico, encarregado de alugar o apartamento com documentos falsos e dar suporte material aos executores, foram presos Fabiana de Paula Fernandes Miranda, Pablo Rodrigues Cardoso e Júlia Moretti de Paula. A polícia descarta que Júlia seja uma líder do grupo, acreditando que ela foi cooptada para participar do esquema.

Já no núcleo operacional, responsável pela execução direta do assalto, foram detidos Carlos Alberto da Silva, Henrique Eduardo e André Luiz Pereira Nunes.

Diego de Freitas, conhecido como “Diego Ouro” nas redes sociais, também está preso, suspeito de comandar a receptação das joias roubadas de dentro da cadeia, onde já cumpria pena por outro roubo.

Ainda são considerados foragidos Stephanie de Freitas Santos e Emerson dos Santos de Jesus, irmã e amigo de Diego, respectivamente. A polícia acredita que eles auxiliaram Diego na receptação e negociação das joias roubadas. Segundo o delegado André Baldocchi, os receptadores tinham ciência do roubo e negociaram os bens logo após o crime, inclusive prestando apoio logístico aos ladrões.

Até o momento, a polícia conseguiu identificar que os criminosos venderam R$ 280 mil em joias roubadas. Desse valor, R$ 100 mil foram recuperados e bloqueados pela Justiça, ficando à disposição para eventual ressarcimento das vítimas.

As investigações indicam que o roubo no prédio está ligado a uma organização criminosa que atuava em três estados, envolvida em um esquema de roubo de joias que foram posteriormente reconhecidas em um programa de televisão. Os suspeitos compartilham a mesma forma de agir e os mesmos receptadores, incluindo Diego de Freitas.

O delegado Baldocchi não descarta a possibilidade de mais pessoas estarem envolvidas no assalto e em outras atividades relacionadas, como lavagem de dinheiro, e que novas investigações paralelas podem ser abertas para identificar outros suspeitos e apurar o envolvimento da organização criminosa com a lavagem de dinheiro, considerando o poder aquisitivo e a estrutura que ela demonstrou ter.

Fonte: g1.globo.com

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