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Repasse de R$ 1,4 milhão auxilia Cidades atingidas por fortes chuvas
© Tânia Rêgo/Agência Brasil
Ações emergenciais e apoio financeiro foram implementados para mitigar os impactos das fortes chuvas que assolaram municípios da Região Sudeste nos últimos dias. Um total de R$ 1,43 milhão em cofinanciamento federal foi liberado para cidades severamente afetadas, visando o suporte direto à população em situação de vulnerabilidade. Os recursos são cruciais para a estruturação de abrigos e a garantia de itens essenciais, como alimentos e produtos de higiene, para milhares de pessoas que tiveram suas vidas diretamente impactadas pelos eventos climáticos extremos. A medida busca oferecer uma resposta rápida e eficaz, concentrando-se na proteção social e no restabelecimento mínimo das condições de vida para os desabrigados e desalojados. O investimento reflete a urgência em prover auxílio imediato, articulando esforços entre diferentes esferas governamentais para atender às necessidades mais prementes.
Detalhamento dos recursos para acolhimento
Os recursos federais, totalizando R$ 1,43 milhão, foram estrategicamente direcionados a cinco municípios do Sudeste que enfrentaram as consequências mais severas das recentes chuvas. Juiz de Fora e Ubá, em Minas Gerais; Lajes do Muriaé e Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro; e Peruíbe, em São Paulo, são as localidades contempladas. O montante visa primordialmente financiar ações de abrigamento e acolhimento, assegurando que as famílias desabrigadas e desalojadas tenham acesso a um ambiente seguro e digno.
Distribuição por município e finalidade
A alocação dos fundos foi realizada com base na demanda e no número de pessoas necessitando de suporte em cada localidade. Juiz de Fora (MG) recebeu a maior parcela, com R$ 550 mil destinados ao acolhimento de 1.500 pessoas em abrigos, dada a extensão dos danos e o alto número de afetados na cidade. Ubá (MG) teve a liberação de R$ 220 mil, projetados para a proteção social de 500 indivíduos.
No estado do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu recebeu R$ 243 mil, focados em proporcionar suporte a 618 pessoas acolhidas. Lajes do Muriaé (RJ), por sua vez, foi contemplada com R$ 20 mil para atender a 63 desabrigados, refletindo as necessidades específicas da cidade. No litoral paulista, Peruíbe (SP) obteve autorização para utilizar R$ 200 mil de um saldo de recursos do Piso Variável de Alta Complexidade (PVAC) municipal, beneficiando 357 atingidos pelas inundações.
O orçamento liberado para esses municípios pode ser empregado de diversas formas essenciais para a resposta emergencial. Incluem-se a estruturação e manutenção de abrigos, a aquisição de itens básicos como alimentos, água potável, colchões, roupas e produtos de higiene pessoal. Além disso, os fundos cobrem a contratação de serviços de apoio indispensáveis, como cozinha, manutenção e segurança, garantindo o funcionamento adequado e seguro dos espaços de acolhimento. A metodologia para o cálculo dos repasses considera um valor de R$ 20 mil para cada grupo de 50 pessoas desabrigadas e acolhidas pelo Poder Público, assegurando uma distribuição equitativa e baseada na real demanda. Para solicitar o cofinanciamento, os gestores municipais da assistência social devem formalizar o pedido por meio de um ofício, encaminhando-o para o canal de comunicação oficial do órgão responsável.
Medidas adicionais de assistência social e alimentar
Além dos repasses diretos para abrigamento, uma série de outras ações foi implementada para fortalecer a rede de apoio às comunidades atingidas. Essas iniciativas abrangem desde o envio de suprimentos essenciais até a flexibilização de programas sociais importantes, garantindo um suporte multidimensional aos afetados pelas chuvas.
Apoio da Força de Proteção e programas sociais
Equipes da Força de Proteção do Sistema Único de Assistência Social (ForSUAS) foram mobilizadas e estão atuando diretamente nos municípios mais atingidos. Esses profissionais qualificados prestam orientações técnicas aos gestores locais e avaliam as condições em campo, colaborando na definição de estratégias e ações de assistência social. A ForSUAS já registrou 146 profissionais para atuar nas cidades afetadas e continua recebendo pedidos para reforçar o trabalho. Suas equipes são capacitadas para traçar planos em cooperação com estados e municípios, abrangendo as fases de preparação, resposta e recuperação diante de eventos climáticos extremos.
No que tange à alimentação, mais de 8,8 mil cestas de alimentos foram enviadas para Juiz de Fora, Peruíbe e Nova Iguaçu. Adicionalmente, 22 toneladas de alimentos foram destinadas a 12 cozinhas solidárias em Juiz de Fora, a cidade mineira mais impactada. Esses alimentos foram adquiridos por meio de programas de aquisição de alimentos e distribuídos por canais de abastecimento atacadista.
Em uma frente de apoio a benefícios sociais, um departamento federal de benefícios assistenciais solicitou a um instituto de seguridade social a antecipação de uma parcela do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para os beneficiários de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa que desejarem o adiantamento do pagamento. Foi também requerida a suspensão dos efeitos dos processos revisionais do benefício nessas três cidades, e providências serão adotadas para dispensar a exigência do cadastro biométrico dos beneficiários enquanto perdurar o estado de calamidade pública.
Para as famílias inscritas no programa Bolsa Família, o decreto de calamidade pública implica a quebra do escalonamento de pagamentos nos próximos dois meses, agilizando o acesso aos recursos. Somente em Juiz de Fora, cerca de 23,8 mil famílias foram beneficiadas pelo programa em fevereiro, totalizando repasses de R$ 16,5 milhões. Em Ubá, aproximadamente 4,9 mil famílias foram contempladas com um aporte de R$ 3,2 milhões, enquanto em Matias Barbosa, 867 famílias recebem o benefício, somando mais de R$ 746 mil. Essas medidas visam garantir a segurança alimentar e a renda mínima para as populações mais vulneráveis em um momento de grande dificuldade.
Impacto e continuidade do apoio
A liberação de R$ 1,43 milhão e as medidas complementares de assistência representam um esforço coordenado e essencial para apoiar as cidades do Sudeste castigadas por fortes chuvas. A ação federal busca não apenas prover socorro imediato, mas também mitigar os impactos de longo prazo, garantindo que as populações afetadas tenham condições básicas de sobrevivência e apoio para a reconstrução. A presença de equipes especializadas em campo, aliada à flexibilização de programas sociais e ao envio de suprimentos, demonstra um compromisso com a recuperação e a proteção social. O sucesso dessas iniciativas depende da contínua articulação entre os entes federativos e da capacidade de resposta rápida às novas demandas que possam surgir.
Perguntas frequentes
Qual o valor total do repasse federal e quais cidades foram beneficiadas?
O valor total do repasse federal é de R$ 1,43 milhão, distribuído entre os municípios de Juiz de Fora (MG), Ubá (MG), Lajes do Muriaé (RJ), Nova Iguaçu (RJ) e Peruíbe (SP).
Como os municípios podem solicitar esses recursos?
Os gestores municipais da assistência social devem elaborar um ofício e enviá-lo para o e-mail oficial do órgão responsável pelas solicitações de cofinanciamento em situações de emergência.
Que outras formas de apoio foram oferecidas além dos repasses diretos?
Além dos repasses, foram enviadas mais de 8,8 mil cestas de alimentos, 22 toneladas de alimentos para cozinhas solidárias, antecipação do Benefício de Prestação Continuada (BPC), suspensão de revisões do BPC e dispensa de biometria para beneficiários em áreas de calamidade, além da quebra do escalonamento do Bolsa Família por dois meses.
Para mais informações sobre as ações de apoio e como a comunidade pode contribuir ou buscar ajuda em situações de emergência, procure os canais oficiais de comunicação dos órgãos de assistência social do seu município ou estado. Acompanhe as notícias para se manter atualizado sobre as medidas de recuperação e os impactos contínuos nas regiões afetadas.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br