Nova fase da operação sem desconto desencadeia repercussão na cpmi do inss

 Nova fase da operação sem desconto desencadeia repercussão na cpmi do inss

© Antonio Cruz/Agência Brasil

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A nova etapa da Operação Sem Desconto provocou impacto imediato na CPI Mista do INSS. O presidente da Comissão, senador Carlos Vianna, enfatizou que a ação recente resultou na prisão do núcleo central do esquema de desvios. Tanto ele quanto o relator, deputado Alberto Gaspar, identificam três níveis de envolvimento no esquema, compreendendo operadores, servidores públicos e políticos.

O senador detalhou a estrutura identificada: “Nós temos com muita clareza que existem três escalões. O terceiro escalão são os operadores e laranjas que receberam e sumiram com o dinheiro. Um segundo escalão que é formado por servidores públicos concursados que se corromperam nesse sistema e que conseguiram passar de governo para governo mantendo os desvios. E um primeiro escalão que é formado por políticos. Pessoas que de governo a governo ajudaram e incentivaram ou indicaram essas pessoas, esses servidores, para continuarem na Previdência. Esse primeiro escalão, a partir de agora, também começa a ser alvo das operações e possivelmente dos depoimentos que serão dados junto ao Supremo Tribunal Federal.”

O senador ressaltou que um dos focos da Polícia Federal é rastrear o destino dos recursos desviados, seguindo o fluxo do dinheiro. Segundo ele, parte dos desvios foi direcionada para o exterior, depositada em paraísos fiscais, enquanto outra parcela simplesmente desapareceu no Brasil. A investigação busca identificar onde esse dinheiro está guardado, seja transformado em bens ou propriedades, ou oculto em outros locais.

Entre os detidos, encontra-se o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, que havia deixado o cargo após o início da operação contra os descontos. Em outubro, ele compareceu à CPI, amparado por um habeas corpus. Segundo o presidente da CPI, permitir que o investigado atue pode revelar novos caminhos para a investigação, ao invés de se fechar em defesa. O monitoramento das ações do investigado após sua passagem pela CPI tem auxiliado no avanço da apuração.

O presidente da CPI também antecipou a possibilidade de novas ações nas próximas semanas e mencionou um possível envolvimento de parlamentares, que poderão ser convocados a depor na CPI para prestar esclarecimentos sobre indicações feitas ao INSS.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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