Ministros apoiam prisão de bolsonaro, citando risco de fuga e coação

 Ministros apoiam prisão de bolsonaro, citando risco de fuga e coação

© Valter Campanato/Agência Brasil

Compatilhe essa matéria

Após a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffman, declarou que a detenção segue os ritos do devido processo legal, conduzido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em cada etapa da ação penal referente à tentativa de golpe de estado.

A ministra enfatizou que a decisão do ministro Alexandre de Moraes se baseou nos riscos concretos de fuga do líder da suposta organização golpista, especialmente diante da iminência do trânsito em julgado de sua condenação. Ela também mencionou os antecedentes do processo, marcados por tentativas de coação da Justiça. “Na democracia, a Justiça se cumpre”, concluiu Hoffman.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, também se manifestou nas redes sociais, afirmando que “ninguém está acima da democracia” e que “ninguém pode trair a pátria impunemente”. Ele expressou a esperança de que a prisão de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado represente um marco para a história do país.

Um dia antes da prisão, Boulos já havia comentado sobre a fuga de outros apoiadores de Bolsonaro, mencionando os casos de parlamentares que deixaram o país para evitar a Justiça. Ele questionou se Bolsonaro também teria fugido se não estivesse em prisão domiciliar.

A prisão preventiva de Bolsonaro ocorreu em cumprimento a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, motivada pela convocação de uma vigília nas proximidades da residência onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar. Segundo Moraes, a reunião poderia gerar tumulto e facilitar uma possível tentativa de fuga. O ministro também relatou que houve uma tentativa de violar a tornozeleira eletrônica durante a madrugada.

A audiência de custódia do ex-presidente está agendada para o dia seguinte à prisão. A defesa já anunciou que irá recorrer da decisão. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista.

Bolsonaro cumpria prisão domiciliar desde o início de agosto, após descumprir medidas cautelares previamente estabelecidas pelo STF. Ele utilizava tornozeleira eletrônica e estava proibido de acessar embaixadas e consulados, manter contato com autoridades estrangeiras e utilizar redes sociais.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Relacionados