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Lewandowski defende integração de dados de segurança com mercosul
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ministro propõe banco de dados regional contra o crime organizado no Mercosul
Em Brasília, o ministro da Justiça e da Segurança Pública defendeu a integração de dados com as nações do Mercosul para fortalecer o combate ao tráfico de pessoas. A declaração foi feita durante o anúncio de um acordo de cooperação com ministros de segurança dos países que compõem o bloco.
Lewandowski lembrou que o projeto de Lei Antifacção, em discussão na Câmara dos Deputados, prevê a criação do Banco Nacional de Informações sobre o Crime Organizado. Ele acredita que essa iniciativa pode evoluir para um banco regional de dados sobre criminosos, especialmente aqueles ligados a organizações criminosas.
O ministro do Interior do Paraguai, reforçou que a integração é fundamental no combate ao crime organizado. Ele acredita que os acordos com os países do Mercosul serão ampliados, sendo este o caminho para enfrentar as facções. “Mais do que enfrentá-los, precisamos ser mais criativos, mais rápidos, porque senão é uma luta assimétrica”, afirmou o ministro paraguaio, que assumirá a presidência pró tempore do grupo de ministros responsáveis pela segurança pública.
O acordo de cooperação no combate ao tráfico de pessoas foi apontado pelo ministro brasileiro como um avanço importante contra o flagelo que atinge os países do bloco. “Agora temos um instrumento de cooperação para combater esse crime, que muitas vezes é dirigido contra pessoas indefesas”, declarou. Ele também mencionou a criação de uma comissão e uma estratégia do Mercosul contra o crime organizado transnacional, visando uma integração ainda maior entre os Estados-membros do bloco.
Além disso, foi assinada uma declaração conjunta para a segurança do corredor viário bioceânico, que ligará o Atlântico ao Pacífico por via terrestre e hidroviária, bem como uma declaração de vigilância de crimes que afetam o meio ambiente.
A Secretária de Seguridade Nacional da Argentina ressaltou que nenhum país pode combater o crime organizado de forma isolada. “A articulação de respostas em nossos países requer cooperação e integração, com viabilidade técnica e política”, ponderou.
Lewandowski enfatizou que os acordos de cooperação representam uma declaração de intenções, que serão concretizadas em ações e programas elaborados pelas equipes dos países. O ministro paraguaio acrescentou que as autoridades do bloco estão se atualizando constantemente, pois o crime organizado tem adotado práticas inimagináveis há 30 anos, como a ciberdelinquência, que agora está incorporada aos acordos de segurança do Mercosul.
Em relação ao tráfico de drogas, o ministro paraguaio lamentou o impacto devastador nas vidas em todo o continente, classificando-o como um problema de segurança pública e de saúde pública.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br