Justiça mantém prisão preventiva de ex-presidente após audiência

 Justiça mantém prisão preventiva de ex-presidente após audiência

© Valter Campanato/Agência Brasil

Compatilhe essa matéria

A Justiça brasileira decidiu manter a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, após uma audiência de custódia realizada neste domingo (23) por videoconferência. A juíza auxiliar do Supremo Tribunal Federal (STF), Luciana Sorrentino, que conduziu a audiência, não identificou indícios de abuso ou irregularidades por parte dos policiais responsáveis pela execução do mandado de prisão.

O ex-presidente havia sido detido no sábado (22), após um pedido da Polícia Federal (PF) que alegava um possível risco de fuga. A Procuradoria-Geral da República (PGR) endossou a solicitação, que foi prontamente acatada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que investiga a tentativa de golpe de estado.

Durante a audiência de custódia, Bolsonaro negou veementemente ter sofrido qualquer abuso ou irregularidade durante sua prisão. O ex-presidente foi questionado sobre a tentativa de violação de sua tornozeleira eletrônica. Em resposta, ele atribuiu o incidente a uma “certa paranoia” desencadeada por medicamentos que estava tomando sob prescrição médica, especificamente pregabalina e sertralina.

Bolsonaro relatou que, em um momento de alucinação induzida pelos medicamentos, suspeitou que a tornozeleira continha algum tipo de escuta. Essa paranoia o teria levado a manusear o equipamento com um ferro de solda, na tentativa de abrir sua tampa.

O ex-presidente também negou qualquer intenção de fugir do país. Ele mencionou a vigília convocada por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, que está localizada a aproximadamente 700 metros de sua residência, argumentando que a proximidade não representaria uma oportunidade para orquestrar uma fuga.

Bolsonaro afirmou que, no momento em que tentou danificar a tornozeleira na sexta-feira (21), estava na companhia de sua filha, um irmão e um assessor. No entanto, ele assegurou que nenhum deles testemunhou a ação.

Após a autorização do STF, Michele Bolsonaro, esposa do ex-presidente, deverá visitá-lo ainda neste domingo (23).

O ex-presidente estava em regime de prisão domiciliar desde agosto, em decorrência do descumprimento de medidas cautelares impostas pelo STF. Em setembro, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma organização criminosa responsável por planejar um golpe de estado após as eleições de 2022.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Relacionados