Ferramenta do banco central bloqueia abertura de contas não autorizadas

 Ferramenta do banco central bloqueia abertura de contas não autorizadas

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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O Banco Central lançou uma nova ferramenta de proteção para combater a abertura de contas correntes não autorizadas. A plataforma, denominada BC Protege+, permite que cidadãos e empresas informem ao sistema financeiro sobre sua decisão de impedir a criação de novas contas em seu nome.

A medida de proteção abrange diversos tipos de contas, incluindo contas correntes, contas poupança e contas de pagamento pré-pagas. A restrição se aplica inclusive a instituições financeiras onde o indivíduo já possua uma conta. Além disso, a ferramenta possibilita impedir a inclusão do titular ou de seus representantes legais em novas contas bancárias.

Segundo Izabela Correa, diretora de Cidadania do Banco Central, a iniciativa visa aprimorar a segurança contra fraudes que utilizam identidades falsas. A expectativa é que a ferramenta contribua para uma significativa redução de ocorrências fraudulentas.

Desde o lançamento da plataforma nesta segunda-feira, já foram registrados mais de 19 mil pedidos de bloqueio à abertura de novas contas. Durante este período, as instituições financeiras realizaram 760 mil consultas ao Banco Central, resultando no bloqueio de 456 tentativas de abertura de contas.

Para acessar o BC Protege+, é necessário possuir uma conta gov.br nos níveis prata ou ouro. A plataforma está disponível no endereço bcb.gov.br/meubc. A proteção pode ser ativada ou desativada a qualquer momento, permitindo flexibilidade ao usuário.

Com a proteção ativada, as instituições financeiras ficam impedidas de abrir uma nova conta ou incluir o solicitante como titular ou representante de uma conta bancária. Nesses casos, o banco deve informar ao cliente que a proteção está ativa. Caso deseje prosseguir com a abertura da conta, o cidadão pode desativar o serviço temporariamente.

O site do Banco Central também permite que os cidadãos visualizem quais instituições financeiras consultaram seu CPF ou CNPJ, juntamente com o motivo da consulta.

O Banco Central ressalta que a nova ferramenta não substitui outras medidas de segurança já existentes. As instituições financeiras devem manter seus procedimentos de verificação de identidade e autenticidade das informações fornecidas pelos clientes. A plataforma BC Protege+ representa um complemento importante para o fortalecimento da segurança no sistema financeiro.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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