Eua aliviam tarifas sobre café, laranja e carne bovina, entre outros

 Eua aliviam tarifas sobre café, laranja e carne bovina, entre outros

© Marcello Casal jr/Agência Brasil

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O governo dos Estados Unidos, através de um decreto presidencial emitido nesta sexta-feira, anunciou a isenção de tarifas recíprocas sobre uma variedade de produtos agrícolas. A medida, assinada pelo presidente, visa responder às crescentes preocupações dos cidadãos americanos em relação ao aumento persistente dos preços dos alimentos.

A lista de produtos que não estarão mais sujeitos às tarifas inclui itens como café e chá, frutas tropicais e seus sucos, cacau e especiarias, além de bananas, laranjas, tomates e carne bovina. Adicionalmente, certos tipos de fertilizantes também foram incluídos na isenção, embora alguns já estivessem livres de tarifas anteriormente.

As novas isenções tarifárias, com efeito retroativo à quinta-feira, representam uma mudança notável na política comercial do governo, que, no passado, insistiu que as tarifas de importação não contribuíam para a inflação. A decisão surge após resultados desfavoráveis para o partido governista em eleições estaduais e municipais, onde a questão da acessibilidade econômica se destacou como um ponto central de debate.

A medida corrige as tarifas recíprocas anunciadas em abril, quando o governo impôs tarifas globais a produtos importados de diversos países, incluindo uma taxa de 10% sobre produtos do Brasil. Naquela ocasião, foram também anunciadas tarifas de 20% sobre a União Europeia, 34% sobre a China e 46% sobre o Vietnã. O percentual exato da redução tarifária ainda não foi divulgado.

No Brasil, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que está analisando a ordem executiva para avaliar seu impacto. O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) também declarou estar em contato com parceiros americanos para determinar se a medida se aplica à tarifa base de 10%, à adicional de 40% ou a ambas.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) saudou a decisão, considerando-a um sinal de confiança no diálogo técnico entre os dois países e um reconhecimento da importância da carne brasileira para a segurança alimentar global.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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