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Empresário é preso por desviar r$ 11 milhões de investimentos em corretora
G1
Um assessor financeiro de Ribeirão Preto (SP) foi alvo de uma operação da Polícia Federal esta semana, sob suspeita de desviar pelo menos R$ 11 milhões de investimentos de uma corretora. A Operação Stop Loss resultou na prisão de Frederico Goz Biagi em Poços de Caldas (MG). Ele foi levado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Ribeirão Preto.
As investigações apontam que Biagi pode responder por crimes que, somados, resultariam em até 37 anos de prisão. A defesa do suspeito ainda não se manifestou sobre as denúncias.
Entre as vítimas, está um idoso que alega ter perdido as economias de toda a vida. Um sócio da corretora, que preferiu não se identificar, também está entre os lesados.
A polícia apurou que Frederico Biagi atuou entre 2020 e 2023 em um escritório de assessoria de investimentos. Em maio de 2023, ele chegou a abrir sua própria empresa. A Polícia Federal aponta que ele selecionava as vítimas com base em seu poder econômico e, em alguns casos, estabelecia relacionamentos amorosos para conquistar a confiança delas.
Para manter as vítimas enganadas, o assessor financeiro fraudava documentos e inseria informações falsas no sistema, dificultando o acesso aos dados. Ao menos dez pessoas já prestaram depoimento, afirmando terem sido vítimas do esquema.
Segundo o delegado Marcellus Henrique de Araújo, o suspeito construiu uma extensa rede de relacionamentos na sociedade de Ribeirão Preto, o que facilitou a expansão de suas atividades. Ele se aproveitava da confiança conquistada para obter indicações de novas vítimas.
A Polícia Federal agora investiga como o dinheiro foi transferido da conta da corretora para uma conta intermediária, antes de chegar à conta pessoal de Biagi. As diligências devem apurar se Biagi, que era assessor e sócio da empresa, se aproveitou de alguma falha operacional para burlar os sistemas da corretora, ou se contou com a ajuda de cúmplices.
As investigações revelaram que Biagi utilizava o dinheiro dos investidores para realizar operações de day trade, que resultaram na perda dos recursos investidos. A Polícia Federal investiga se o dinheiro teve outros destinos, inclusive fora do país. A análise de depoimentos, documentos e dados do celular e laptop do investigado deve auxiliar no rastreamento dos recursos financeiros.
Frederico Biagi pode responder por pelo menos seis crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, incluindo gestão fraudulenta, apropriação de recursos de investidor, manutenção de investidor em erro mediante omissão ou falsidade, fraude à fiscalização com inserção de informações falsas em documentos, inserção de elementos falsos em demonstrativos contábeis e contabilidade paralela.
Fonte: g1.globo.com