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Cop30: gestão ambiental e futuro sustentável em destaque na zona verde
© Bruno Peres/Agência Brasil
As discussões na Zona Verde da COP30 seguem com ênfase na gestão ambiental e comunitária, abordando temas cruciais como a preservação de florestas, a saúde dos oceanos e a proteção da biodiversidade. A programação desta terça-feira concentrou-se em estratégias para promover a sustentabilidade em diversas áreas, desde a energia até a saúde.
Um dos painéis da manhã explorou a necessidade urgente de abandonar os combustíveis fósseis, defendendo a adoção de novos estilos de vida, modelos de educação e programas de formação voltados para uma conversão ecológica estrutural. Os participantes debateram sobre as mudanças comportamentais e as políticas públicas necessárias para alcançar uma economia mais verde e um futuro mais sustentável.
Outro tema central foi a atenção à saúde dos povos indígenas em face da crescente crise climática. Os especialistas analisaram os desafios específicos enfrentados por essas comunidades, que são particularmente vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas, e discutiram inovações na gestão da saúde que podem ajudar a mitigar esses impactos.
Carlos Aragon, diretor da Global Climate Fund, destacou o papel crucial do Amazonas na luta contra as mudanças climáticas. Segundo ele, o estado tem implementado uma série de ações voltadas ao crédito de carbono, e sua dimensão o torna um protagonista nas ações que promovam uma mudança climática significativa. A importância do Amazonas para o futuro do clima global foi um ponto recorrente nas discussões.
Adicionalmente, o esforço internacional para a criação e consolidação de unidades de conservação na Amazônia foi objeto de debate. O diretor nacional do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Dr. Henrique Pereira, participou da discussão, defendendo que a gestão multilateral, com o esforço dos estados interamericanos, impulsiona soluções mais eficientes para a proteção da floresta. A colaboração internacional e o compartilhamento de conhecimentos foram vistos como essenciais para o sucesso das iniciativas de conservação na região amazônica.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br