Conselho nacional das populações extrativistas celebra 39 anos de história

 Conselho nacional das populações extrativistas celebra 39 anos de história

© Governo de TO/Divulgação

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O Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS) completa 39 anos, marcando uma trajetória de luta e resistência em defesa dos povos da floresta, do campo e das águas. Sua criação, em 17 de outubro de 1985, durante o I Encontro Nacional dos Seringueiros, representou um marco na união de seringueiros, castanheiros, quebradeiras de coco, ribeirinhos, pescadores artesanais e outras comunidades tradicionais em torno da luta pela terra, pela vida e pela preservação de seus modos de existência.

O encontro que deu origem ao CNS reverencia a memória de Chico Mendes, idealizador da proposta de unir os povos da floresta em prol de uma reforma agrária para a Amazônia. A iniciativa visava garantir o acesso à terra e a sustentabilidade das comunidades extrativistas, que desempenham um papel fundamental na conservação da floresta.

Em 2009, o CNS ampliou seu escopo e passou a se chamar Conselho Nacional das Populações Extrativistas, buscando dar maior protagonismo às mulheres. Um dos destaques desse processo foi Dona Raimunda Gomes da Silva, quebradeira de coco, feminista do sertão e idealizadora da Secretaria da Mulher Trabalhadora Extrativista Rural dentro do CNS. Sua visão e liderança foram cruciais para fortalecer a participação feminina na luta pelos direitos das comunidades extrativistas.

A memória de Dona Raimunda é constantemente lembrada, assim como a de outras mulheres que tombaram na luta, como Maria do Espírito Santo e Irmã Dorothy. Mesmo após sua morte, Dona Raimunda permanece presente nos corações daqueles que continuam a defender os direitos das comunidades extrativistas, nas palmeiras, nas mãos que quebram coco e nas vozes das mulheres que fazem do trabalho e da resistência o seu canto de liberdade.

O CNS segue atuante na defesa dos direitos das comunidades extrativistas em todo o Brasil, promovendo a valorização de seus saberes e práticas tradicionais, o acesso à terra e aos recursos naturais, e a garantia de condições dignas de vida. A celebração de seus 39 anos reforça a importância de sua atuação e a necessidade de fortalecer a luta em defesa dos povos da floresta, do campo e das águas.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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