Brasil avança no plano de redução do uso de amálgama dental
© Fernando Frazão/Agência Brasil
O Brasil reiterou seu compromisso de diminuir progressivamente o uso de amálgamas dentários que contêm mercúrio, durante a 6ª Conferência das Partes da Convenção de Minamata (COP 6). O Ministério da Saúde manifestou seu apoio à eliminação completa do material.
Embora o país esteja em uma posição favorável para abolir o uso do amálgama dentário, o Ministério da Saúde defende uma transição gradual e segura. A medida visa assegurar que a população não tenha o acesso aos tratamentos odontológicos fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) comprometido.
De acordo com o coordenador-geral de Saúde Bucal do ministério, o posicionamento do Brasil enfatiza a saúde pública, a proteção do meio ambiente e o cumprimento das metas da Convenção de Minamata. O acordo internacional busca diminuir os impactos do mercúrio na saúde humana e no meio ambiente, incentivando práticas restauradoras baseadas na mínima intervenção.
O Ministério da Saúde informou que, desde 2017, o Brasil tem utilizado exclusivamente amálgama encapsulado. Essa prática garante um manuseio seguro, minimizando a exposição ocupacional e ambiental ao mercúrio.
Entre 2019 e 2024, a utilização de amálgama no Brasil experimentou uma queda significativa. O material representava cerca de 5% de todos os procedimentos odontológicos restauradores e caiu para 2%. Essa redução é resultado da substituição por materiais alternativos, como resinas compostas e ionômero de vidro.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br