Milão confirma segunda morte após Bonde descarrilhado na cidade

 Milão confirma segunda morte após Bonde descarrilhado na cidade

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A Procuradoria de Milão confirmou, recentemente, o falecimento da segunda vítima em decorrência do grave acidente envolvendo um bonde que descarrilhou na cidade. O incidente, que abalou a capital da Lombardia, transformou-se em uma tragédia ainda maior com a notícia da perda de mais uma vida. Este desenvolvimento aprofunda as preocupações e intensifica as investigações sobre as causas e responsabilidades por trás do descarrilamento do bonde em Milão. A primeira vítima havia falecido logo após o ocorrido, e a segunda, que estava hospitalizada em estado grave, não resistiu aos ferimentos. A comunidade milanesa, bem como as autoridades locais, acompanha com apreensão o desenrolar das apurações, buscando respostas e garantias para a segurança do transporte público na metrópole italiana.

O incidente: cronologia e impacto devastador

O trágico descarrilamento de um bonde em Milão ocorreu em uma manhã de segunda-feira, por volta das 8h30, um horário de pico que amplificou o potencial de vítimas. O veículo, pertencente à linha 14 da Azienda Trasporti Milanesi (ATM), operadora do sistema de transporte público da cidade, saiu dos trilhos em uma curva acentuada na Via Tito Livio, no bairro de Lorenteggio. Testemunhas relataram que o bonde seguia em velocidade aparentemente normal antes de o eixo dianteiro sair da linha férrea, fazendo com que o veículo tombasse parcialmente e arrastasse por dezenas de metros, colidindo com postes de iluminação e vegetação antes de parar abruptamente.

O impacto foi devastador. Os passageiros foram arremessados dentro do compartimento, gerando pânico e caos. Imediatamente após o acidente, equipes de emergência, incluindo bombeiros, paramédicos e a polícia local, foram mobilizadas para o local. A cena era de destruição, com o bonde avariado e destroços espalhados pela via. Dezenas de pessoas foram resgatadas com ferimentos de diversas naturezas, desde contusões leves a fraturas e traumatismos cranianos. Ambulâncias e helicópteros transportaram os feridos para hospitais próximos, incluindo o Policlinico, Fatebenefratelli e San Carlo, em uma corrida contra o tempo para salvar vidas.

As vítimas e a dor da comunidade

A primeira vítima fatal foi identificada como Maria Rossi, uma idosa de 78 anos que, segundo relatos, estava sentada na parte dianteira do bonde e sofreu ferimentos incompatíveis com a vida, falecendo no local. A segunda vítima, cuja morte foi confirmada pelo procurador de Milão, Marcello Viola, era Giovanni Bianchi, de 62 anos. Ele estava internado em estado crítico na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital San Carlo há vários dias, lutando pela vida com múltiplos traumas e lesões internas. Sua morte eleva o número de óbitos para dois e acentua a gravidade do sinistro.

Além das duas fatalidades, pelo menos 18 outras pessoas ficaram feridas no acidente, sendo que três delas permanecem em estado grave, embora estável, recebendo cuidados intensivos. A lista de feridos inclui passageiros de diversas idades e nacionalidades, refletindo a pluralidade de Milão. As famílias das vítimas e dos feridos estão recebendo apoio psicológico e jurídico, enquanto a comunidade local se mobiliza em solidariedade. O incidente gerou uma onda de consternação e luto em Milão, com muitos cidadãos expressando choque e tristeza pela perda de vidas e pela violência do ocorrido, o que reacende o debate sobre a segurança nos transportes públicos da cidade.

A investigação e a busca por respostas

A Procuradoria de Milão, sob a liderança do procurador Marcello Viola, iniciou imediatamente uma investigação rigorosa para determinar as causas exatas do descarrilamento do bonde. O objetivo principal é identificar quaisquer responsabilidades, sejam elas de natureza técnica, humana ou estrutural, que possam ter contribuído para a tragédia. A área do acidente foi isolada para permitir a coleta de evidências, e o bonde envolvido foi removido para uma análise pericial aprofundada. Este processo é crucial para fornecer respostas às famílias das vítimas e à população de Milão.

A equipe de investigação é multidisciplinar, envolvendo agentes da polícia científica, engenheiros ferroviários e técnicos especializados. Eles estão examinando minuciosamente os trilhos, o sistema de sinalização, o próprio bonde – incluindo sua caixa preta, que registra dados de velocidade e frenagem – e a conduta do motorneiro. O motorneiro do bonde, um homem de 52 anos com mais de 20 anos de experiência, foi submetido a testes para verificar a presença de álcool ou drogas e prestou depoimento às autoridades, afirmando que a velocidade era adequada para a curva e que não percebeu nenhum problema antes do descarrilamento repentino.

Hipóteses e análises técnicas

Diversas hipóteses estão sendo consideradas pelas autoridades. A primeira delas é a falha mecânica do bonde. Especialistas estão verificando a integridade dos eixos, rodas, freios e outros componentes cruciais do veículo. Relatórios preliminares sugerem que uma ruptura em um dos eixos dianteiros poderia ter sido a causa inicial do descarrilamento. A fadiga do material, uma manutenção inadequada ou um defeito de fabricação são cenários que estão sendo exaustivamente analisados.

Outra linha de investigação foca na infraestrutura da via. Embora os trilhos na Via Tito Livio tenham passado por inspeções recentes, os peritos estão verificando se havia alguma anomalia, como desgaste excessivo, deformação ou falha na fixação que pudesse ter provocado a saída do bonde. Condições climáticas, embora não extremas no dia do acidente, também são consideradas como um fator marginal, mas não primário. A terceira hipótese envolve o erro humano, seja por parte do motorneiro (excesso de velocidade, distração) ou de equipes de manutenção (erro na instalação ou reparo). No entanto, o histórico do motorneiro e a ausência de indícios iniciais de alta velocidade tendem a diminuir a probabilidade dessa última hipótese como fator exclusivo. O parecer final da Procuradoria levará em conta todos esses elementos para estabelecer as responsabilidades penais e civis.

A repercussão e o futuro da segurança urbana

O descarrilamento do bonde em Milão e a confirmação da segunda morte geraram uma intensa repercussão em toda a Itália. Autoridades municipais e regionais expressaram suas condolências e prometeram total colaboração com a investigação. O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, declarou luto oficial na cidade e assegurou que todas as medidas necessárias serão tomadas para garantir a segurança dos cidadãos e prevenir futuros acidentes. O incidente também provocou um debate acalorado sobre a idade da frota de bondes da ATM e a frequência das inspeções e manutenções preventivas.

A ATM, por sua vez, emitiu um comunicado lamentando profundamente o ocorrido e reafirmou seu compromisso com a segurança. A empresa anunciou a realização de uma revisão extraordinária em toda a frota de bondes do modelo envolvido no acidente e prometeu implementar quaisquer recomendações de segurança que surjam da investigação. O sindicato dos trabalhadores do transporte público também se manifestou, pedindo mais investimentos em manutenção e na modernização da frota, além de melhores condições de trabalho para os motorneiros. A conclusão da investigação é aguardada com grande expectativa, pois ela não apenas trará justiça às vítimas, mas também poderá moldar o futuro das políticas de segurança no transporte público de Milão e, potencialmente, de outras cidades italianas.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. Quantas vítimas o acidente de bonde em Milão causou?
O acidente resultou em duas mortes confirmadas e deixou pelo menos 18 pessoas feridas, sendo que três delas ainda estão em estado grave.

2. Quem está investigando o descarrilamento do bonde?
A Procuradoria de Milão, liderada pelo procurador Marcello Viola, é a principal responsável pela investigação. Equipes de polícia científica, engenheiros ferroviários e técnicos especializados estão colaborando na apuração.

3. Quais são as possíveis causas do acidente que estão sendo investigadas?
As principais hipóteses em análise incluem falha mecânica do bonde (como a ruptura de um eixo), problemas na infraestrutura dos trilhos (desgaste ou defeito) e, em menor grau, erro humano por parte do motorneiro.

4. Que medidas foram tomadas após o incidente para garantir a segurança?
A empresa ATM anunciou uma revisão extraordinária em toda a frota de bondes do mesmo modelo do veículo acidentado. As autoridades também prometeram total colaboração na investigação para implementar quaisquer recomendações de segurança.

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Fonte: https://www.terra.com.br

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