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Cop30: ações climáticas urgentes cobradas em belém
© Tânia Rêgo/Agência Brasil
Entidades da sociedade civil depositam esperanças na COP30, sediada em Belém, no Pará, para que medidas concretas e eficazes no combate às mudanças climáticas sejam definidas. Existe uma preocupação crescente com o nível de comprometimento dos países em relação ao Acordo de Paris, estabelecido em 2015 com o objetivo crucial de limitar o aumento da temperatura global.
André Guimarães, diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), enfatiza a importância da pressão social neste momento decisivo. “A sociedade civil espera muito resultado concreto da COP. Nós enquanto sociedade civil queremos executar ações, queremos sair dessa enrascada climática que a gente se meteu. Para isso, precisamos de dinheiro, precisamos de compromisso, precisamos de visão política estratégica. Esta é a COP da implementação. Precisamos sair de Belém agindo no dia seguinte”, declarou Guimarães.
Ciro Brito, analista de políticas climáticas do Instituto Socioambiental (ISA), ressalta a relevância de sediar a COP na Amazônia, região estratégica para a identificação de soluções climáticas globais. Ele defende que essa edição oferece uma oportunidade única de valorizar e incorporar o conhecimento e as práticas de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais na busca por um futuro mais sustentável.
“Com a COP30, o Brasil tem a chance de reconhecer e valorizar as soluções que há muitos anos vêm sendo apresentadas por quem protege a floresta, por quem planta, por quem colhe. Povos indígenas quilombolas e comunidades tradicionais desenvolvem essas soluções cuidando da terra e mostrando que o caminho mais eficaz e justo para a crise climática é proteger o planeta”, afirmou Brito.
Paralelamente às discussões oficiais da COP30, Belém sedia a Cúpula dos Povos, evento que terá início na Universidade Federal do Pará. A cúpula reunirá representantes de movimentos sociais, povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas de mais de 62 países, promovendo um espaço de diálogo e articulação em torno da construção de uma transição climática justa e inclusiva.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br