Sabe aquela frase petista “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” está em jogo no cenário para 2022

 Sabe aquela frase petista “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” está em jogo no cenário para 2022

Cinco dias após a divulgação da pesquisa feita pelo Ipespe para governador de São Paulo, o psolista, Guilherme Boulos, anunciou que também pretende entrar na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. Mas, a intenção de Boulos incomodou parte da cúpula do PT paulista, que achou “inoportuno” o anúncio do segundo colocado na disputa pela prefeitura de São Paulo em 2020 feito ao jornal Folha de S. Paulo.

O Ipespe projetou dois cenários, no primeiro, sem Boulos, mostra Fernando Haddad (PT) com 20% das intenções de voto, Márcio França (PSB) apontou 18% e Geraldo Alckmin (PSDB) apareceu seus 17%, eles estão tecnicamente empatados.

Então, no segundo cenário sem Fernando Haddad (PT), o resultado foi empate entre Alckmin (17%), França (17%) e Boulos (16%). O atual governador João Dória (PSDB) ficou na quarta posição com 8%, seguido por Arthur do Val (Patriota) 5% e o ex-ministro Weintraub, 4%.

 

Corrida eleitoral traz crescimento

O levantamento reforça o crescimento do capital eleitoral de Boulos após a inédita disputa do segundo turno da eleição na capital paulista pelo Psol. Feito que fez o psolista quebrar a hegemonia do PT no pleito, mas uma vez que o partido chegou ao segundo turno em 2012, 2008, 2004, 2000, 1996, 1992. Em 2016, Joao Doria (PSDB) venceu no primeiro turno.

Os petistas paulistas mais críticos à atitude de Boulos afirmam que todos os esforços, no momento, devem ser concentrados na contraposição ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e não em projetos eleitorais visando 2022. Mas, o PT esquece que desde fevereiro de 2021 o psolista vem alardeando sobre a necessidade da construção de uma frente suprapartidária para contrapor Bolsonaro nos estados e país, e que lançou a pré-candidatura de Lula à presidência da república em 2022. Então, a iniciativa do Psol parece uma demonstração de força para que o PT, enfim, queira sentar-se à mesa com os demais partidos para discutir um projeto político comum, como o psolista vem defendendo desse o início do ano.

É hora de o PT parar de praticar o proverbio popular: ‘faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. E dialogar com os partidos, porque, nem todos seguem girando ao seu redor, e o resultado das urnas de 2018 e 2020 deveria ter feito o partido acender a luz amarela no QG.

 

 

 

 

 

 

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