Mulher presa por mortes conta com ajuda e participa de coral na prisão

 Mulher presa por mortes conta com ajuda e participa de coral na prisão

G1

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Elizabete Arrabaça, de 68 anos, presa preventivamente na Penitenciária de Tremembé desde 20 de agosto, enfrenta problemas de saúde e recebe assistência de outra detenta para se locomover. Segundo seu advogado de defesa, Bruno Corrêa, a direção da unidade prisional designou uma ajudante para auxiliar a aposentada em suas atividades diárias, dada a sua condição debilitada.

Corrêa também relatou que Elizabete participa de atividades dentro da penitenciária, integrando o coral da unidade. A transferência para Tremembé, conhecida por abrigar presos de casos de grande repercussão, foi solicitada pelo próprio advogado, alegando preocupações com a segurança na Penitenciária de Votorantim, devido à chegada de novas detentas com histórico de violência.

Elizabete é ré no processo que investiga a morte de sua nora, Larissa Rodrigues, e também denunciada no caso da morte de sua filha, Nathália Garnica. Ela nega qualquer envolvimento em ambos os crimes.

A juíza titular de Pontal, onde ocorreu a morte de Nathália, determinou a transferência do processo para a 2ª Vara do Júri de Ribeirão Preto, entendendo que há conexão probatória com o caso da morte de Larissa, já em andamento. O promotor de Justiça Marcus Túlio Nicolino, responsável pelas investigações da morte de Larissa, discorda da unificação dos processos, argumentando que isso atrasaria o julgamento do caso de sua nora, que já está em fase avançada.

Na audiência de instrução do processo da morte de Larissa, realizada em 14 de outubro, tanto Luiz Garnica (filho de Elizabete) quanto a própria Elizabete foram ouvidos. Luiz manteve a acusação contra a mãe, negando sua participação no crime e acusando Elizabete também pela morte da irmã. Elizabete, por sua vez, negou qualquer envolvimento na morte da nora e desqualificou suas próprias alegações, feitas em uma carta enviada da prisão, sobre a causa da morte de Larissa.

Larissa Rodrigues foi encontrada morta pelo marido em 22 de março, no apartamento onde viviam. As investigações da Polícia Civil e do Ministério Público apontam para um pedido de divórcio e problemas financeiros como possíveis motivações para o crime. O laudo toxicológico confirmou a presença de chumbinho no corpo de Larissa, e as investigações indicaram que Elizabete pesquisou sobre o veneno antes da morte da nora e que a professora foi envenenada gradualmente.

Nathália Garnica morreu em 9 de fevereiro, em Pontal. Um dia antes, Elizabete esteve com a filha em sua casa. Inicialmente registrado como morte natural, o caso passou a ser investigado após a confirmação de envenenamento por chumbinho na morte de Larissa. A exumação do corpo de Nathália confirmou que ela também foi envenenada com a mesma substância. A similaridade entre os casos e o fato de Elizabete ter sido a última pessoa a estar com ambas as vítimas a tornaram suspeita nas duas mortes.

Fonte: g1.globo.com

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