Ministros viajam ao rio para discutir megaoperação e apoio com governador

 Ministros viajam ao rio para discutir megaoperação e apoio com governador

© Valter Campanato/Agência Brasil

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Uma comitiva de ministros do governo federal embarcou para o Rio de Janeiro na tarde desta quarta-feira (29), onde se reunirá com o governador Cláudio Castro. O objetivo principal do encontro é realizar um balanço da recente megaoperação contra o Comando Vermelho e avaliar a implementação de novas medidas de apoio ao estado.

A delegação é composta por Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça e Segurança Pública; Macae Evaristo, ministra dos Direitos Humanos; Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial; e Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal.

A viagem foi ordenada pelo presidente Lula durante uma reunião com ministros sobre a crise no Rio, realizada no Palácio da Alvorada, em Brasília, na manhã desta quarta-feira. Segundo o ministro Ricardo Lewandowski, o presidente Lula expressou grande preocupação com o número de mortes resultantes da operação.

Durante a reunião, Lula solicitou um levantamento completo dos acontecimentos e manifestou surpresa com o fato de uma operação de tal magnitude ter sido desencadeada sem o conhecimento do governo federal, impedindo a participação e o oferecimento de recursos, informações e apoio logístico.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, esclareceu que a PF no Rio de Janeiro foi informada sobre a megaoperação, mas a superintendência local considerou inviável a participação da instituição. “Essa é uma operação do estado do Rio de Janeiro e nós não fomos comunicados que seria deflagrada nesse momento”, afirmou Rodrigues. Ele adicionou que, após análise do planejamento operacional, a equipe da PF entendeu que não era uma operação razoável para participação.

O ministro Ricardo Lewandowski enfatizou a importância da comunicação entre o governo estadual e o governo federal em operações de grande porte, salientando que o diálogo deve ocorrer no mais alto nível hierárquico. “A comunicação entre o governador de estado e o governo federal tem que se dar ao nível das autoridades de hierarquia mais elevada”, explicou. Segundo ele, em operações que exigem a interferência federal, o presidente da República, o vice-presidente, o ministro da Justiça e Segurança Pública ou o diretor-geral da Polícia Federal devem ser informados.

Apesar de contatos em nível operacional sobre a possível realização de uma grande operação, a Polícia Federal reafirmou que seu modo de atuação prioriza investigações de polícia judiciária e trabalho de inteligência. A superintendência da PF no Rio comunicou que não havia atribuição legal para participar da operação estadual, que envolvia o cumprimento de mais de 100 mandados.

O governo do Rio de Janeiro solicitou a transferência imediata de 10 presos apontados como líderes de organizações criminosas para penitenciárias federais. O pedido foi confirmado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais do Ministério da Justiça e Segurança Pública e aguarda autorização judicial para ser concretizado. A secretaria garantiu que a medida será atendida assim que os trâmites legais forem concluídos.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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