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Jovens debatem inclusão e justiça climática na cop30
© Bruno Peres/Agência Brasil
A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP30) dedica os dias de hoje a discussões cruciais sobre gestão ambiental e comunitária, com um olhar atento para a preservação de florestas, oceanos e da rica biodiversidade do planeta. A importância das comunidades indígenas, tradicionais e locais, bem como o engajamento de crianças, jovens e o papel das pequenas e médias empresas, também ganham destaque nas conversas.
A programação da Zona Verde reflete os seis pilares da Agenda da Ação da COP30, com ênfase no pilar que trata de florestas, oceanos e biodiversidade.
Na manhã desta segunda-feira, um painel promovido pela Aliança da Juventude por Governança Energética reuniu jovens de diversos estados, muitos vindos de áreas periféricas, para um debate aprofundado sobre a inclusão da juventude na transição energética. O encontro focou nos desafios relacionados à definição de metas ambiciosas e na conexão dessas metas com as realidades das periferias.
Durante a discussão, o racismo foi apontado como um fator crítico que contribui para a ausência de jovens negros em espaços de debate relevantes. A distinção entre o que representa um interesse genuíno e o que se configura como mera vontade política também foi um ponto central da conversa.
O papel fundamental da comunicação na promoção do protagonismo juvenil também foi amplamente debatido. O acesso a recursos provenientes da Política Nacional Aldir Blanc e da Lei Paulo Gustavo foi destacado como uma oportunidade para que jovens lancem projetos inovadores e transmitam mensagens impactantes à sociedade sobre a responsabilidade coletiva nas mudanças climáticas.
Os jovens presentes enfatizaram que a transição energética só poderá ser considerada justa se for conduzida com a participação ativa das populações diretamente afetadas por suas ações. Ressaltaram, ainda, que em muitas regiões, a prioridade continua sendo o acesso à energia, antes mesmo de se discutir a transição para fontes mais limpas e sustentáveis.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br