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Implosão de hotel em são josé utilizará drones e 50 kg de explosivos
G1
A cidade de São José dos Campos, em São Paulo, testemunhou, na manhã deste domingo, a implosão de um antigo hotel, marcando o fim de uma era e o início de um novo projeto residencial. A operação complexa envolveu a evacuação de moradores da área e mobilizou diversas equipes de segurança.
O antigo Hotel Urupema, localizado na Avenida Nove de Julho, no Jardim Apolo, um ponto central da cidade, foi demolido para dar lugar a um empreendimento imobiliário moderno com galerias. A estrutura, construída há mais de 40 anos, encerrou suas atividades hoteleiras no meio deste ano, após a venda para uma construtora.
Um dos aspectos mais notáveis da implosão foi o uso de aproximadamente 50 quilos de explosivos, estrategicamente posicionados ao longo da estrutura do prédio. Essa quantidade de material foi calculada para garantir que o edifício fosse derrubado em apenas seis segundos.
A demolição controlada gerou cerca de 9 mil toneladas de escombros, compostos por concreto e ferro. Os materiais resultantes passarão por um processo de fragmentação mecanizada no próprio local, uma espécie de trituração que deve durar cerca de um mês. Após essa etapa, os resíduos serão encaminhados para empresas especializadas para reutilização.
Visando minimizar o impacto ambiental, foram adotadas medidas inovadoras para controlar a dispersão de poeira. Milhares de litros de água foram distribuídos em piscinas de plástico instaladas dentro do imóvel, com o objetivo de umedecer o ar e reduzir a quantidade de partículas suspensas.
Além disso, a operação contou com o uso inédito de drones equipados com jatos de água, normalmente utilizados no combate a incêndios. Os drones lançaram água no momento da implosão, auxiliando na contenção da poeira gerada pelo impacto dos escombros. Segundo o engenheiro responsável pela implosão, essa técnica é pioneira em implosões no Brasil e possivelmente no mundo.
A operação foi liderada por Manoel Jorge Diniz Dias, conhecido como Manezinho, um especialista em implosões no Brasil, com experiência em casos de grande repercussão. A escolha pela implosão, segundo a construtora, visa causar o menor impacto possível à população local, evitando meses de demolição manual, que gerariam sujeira e ruído constantes.
Fonte: g1.globo.com