Homem morto em piscina: filha questiona afogamento e levanta suspeitas sobre a ex-companheira

 Homem morto em piscina: filha questiona afogamento e levanta suspeitas sobre a ex-companheira

G1

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A morte de Walter Gilmar de Pádua Carneiro, de 65 anos, encontrado na piscina de sua residência em Bebedouro, interior de São Paulo, em janeiro, ganhou novos contornos e levanta questionamentos sobre a versão inicial apresentada às autoridades. Bruna Carneiro, filha de Walter, contesta a causa da morte por afogamento, inicialmente relatada pela então companheira de seu pai, Jussara Fernandes, de 62 anos.

As suspeitas da filha se intensificaram após a prisão de Jussara, meses depois da morte de Walter, por confessar ter assassinado e enterrado o namorado, de 21 anos, no quintal da mesma casa. Bruna relata que, nos dias que antecederam a morte do pai, ele apresentava um quadro de saúde debilitado, com vômitos e sonolência. Além disso, segundo a filha, Walter manifestava intenção de se separar, mas se sentia ameaçado.

Áudios gravados pelo próprio Walter, obtidos, reforçam o relato de Bruna. Nas mensagens, ele descreve um mal-estar intenso, mencionando febre e vômitos frequentes.

A Polícia Civil ainda não ouviu oficialmente Bruna nessas investigações, que foram reabertas após a confissão de Jussara sobre o assassinato do namorado. No caso mais recente, Jussara responde por homicídio e ocultação de cadáver, alegando legítima defesa ao afirmar que golpeou o namorado com uma tesoura.

No dia em que o corpo de Walter foi encontrado, Jussara relatou à Polícia Militar que saiu de casa pela manhã para entregar um produto e, ao retornar, encontrou o companheiro na piscina. Ela alegou que Walter sofria de ataques epilépticos e teria tido um episódio na noite anterior. Na época, o caso foi registrado como morte suspeita, e o laudo necroscópico apontou afogamento como causa.

Bruna questiona a alegação de que Jussara teria ido à área da piscina para soltar o cachorro, momento em que teria encontrado o corpo. Ela argumenta que, ao abrir o portão, já seria possível visualizar uma pessoa na piscina. A filha também estranha o fato de Walter ter sido encontrado vestido com roupas sujas de terra, sapatos e com todos os pertences nos bolsos, sugerindo que ele estaria a caminho do trabalho e não teria motivo para estar na piscina naquele horário. Adicionalmente, Bruna nega que o pai sofresse de epilepsia, informação desconhecida por toda a família.

Fonte: g1.globo.com

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