Esposa de ex-procurador do inss se mantém em silêncio na cpmi

 Esposa de ex-procurador do inss se mantém em silêncio na cpmi

© Lula Marques/ Agência Braasil.

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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foi palco de mais um dia marcado por depoimentos sob a égide de habeas corpus concedidos pelo Supremo Tribunal Federal, especificamente pelo ministro Luiz Fux. Desta vez, o benefício judicial, com caráter parcial, restringindo o silêncio apenas a questões autoincriminatórias, amparou o ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, e sua esposa, a empresária Thaisa Hoffmann Jonasson.

Virgílio Oliveira Filho é investigado sob a acusação de enriquecimento ilícito, enquanto Thaisa Jonasson é suspeita de atuar como intermediária em pagamentos destinados ao marido. As investigações apontam para o recebimento de aproximadamente R$ 12 milhões por parte do casal, provenientes de associações sob escrutínio. O aumento do patrimônio de ambos também despertou a atenção dos investigadores, levantando suspeitas sobre a origem dos recursos.

Durante seu depoimento, Thaisa Jonasson inicialmente expressou a intenção de esclarecer os fatos e colaborar com a verdade. No entanto, diante de perguntas sobre suas empresas, sua relação com Virgílio, a atuação dele no INSS e as consultorias prestadas à World Cannabis, empresa supostamente ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, a empresária invocou seu direito ao silêncio, seguindo a orientação de seus advogados.

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, expressou sua frustração com a postura da depoente, buscando uma explicação que afastasse a suspeita de que ela teria sido utilizada para lavar dinheiro proveniente de aposentados e pensionistas. Em resposta, Thaisa Jonasson reiterou que realizou seu trabalho de forma correta e se comprometeu a apresentar documentos que comprovassem sua versão dos fatos.

Enquanto Thaisa prestava seu depoimento, seu marido, Virgílio Filho, aguardava sua vez para ser ouvido pela CPMI, também amparado por um habeas corpus que lhe garantia o direito ao silêncio.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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