Prazo para contestar descontos indevidos do INSS é prorrogado por 90 dias

 Prazo para contestar descontos indevidos do INSS é prorrogado por 90 dias

© Marcello Casal JrAgência Brasil

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Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ganharam um novo fôlego para contestar os descontos indevidos do INSS em seus benefícios previdenciários. O prazo, que se encerraria em 20 de março, foi estendido por mais 90 dias, até 20 de junho. Esta é a segunda vez que a autarquia decide ampliar a janela para contestação, reforçando o compromisso com a proteção dos segurados contra fraudes associativas. A medida visa garantir que todos os beneficiários que foram alvo de cobranças não autorizadas tenham tempo hábil para buscar o ressarcimento dos valores. A decisão, aguardada por muitos, reflete a complexidade e a abrangência do problema, que já resultou na devolução de bilhões de reais aos cofres dos cidadãos.

Novo prazo para contestação beneficia milhares de segurados

A prorrogação do prazo para a contestação dos descontos indevidos do INSS é uma notícia crucial para milhões de aposentados e pensionistas em todo o país. A Portaria Conjunta n.º 12, emitida pelo Ministério da Previdência Social e pelo próprio INSS, e publicada no Diário Oficial da União, formaliza a extensão até 20 de junho. Essa iniciativa é uma resposta direta à necessidade de amparar os segurados que, muitas vezes, desconhecem a origem dos débitos ou enfrentam dificuldades para formalizar suas contestações dentro dos prazos anteriores.

A decisão de estender o período foi motivada por um requerimento da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Esta comissão tem se dedicado a investigar a fundo as cobranças consideradas ilegais nas folhas de pagamento dos benefícios previdenciários. A atuação da CPMI sublinha a gravidade das fraudes e a urgência em proteger os beneficiários, garantindo que o direito ao ressarcimento seja acessível a todos os que foram lesados por práticas abusivas.

A atuação da CPMI do INSS na defesa dos segurados

A CPMI do INSS, instalada há alguns meses para investigar o esquema de fraudes, tem desempenhado um papel fundamental na elucidação das cobranças indevidas. Com o término de suas atividades se aproximando, conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), a comissão intensificou seus trabalhos. O relator da comissão mista, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), iniciou a leitura de um relatório contundente. Nele, é recomendada a indiciação de 228 pessoas envolvidas nas fraudes que lesaram diretamente os segurados do INSS. Este desdobramento reforça a seriedade das investigações e a busca por responsabilização dos culpados, o que é essencial para restaurar a confiança no sistema previdenciário e prevenir futuras ocorrências.

Passo a passo para contestar e reaver valores

O procedimento de contestação é uma ferramenta criada pelo governo federal para permitir que os beneficiários obtenham o ressarcimento dos valores descontados de forma ilegal sem a necessidade de recorrer à Justiça. Este método simplificado busca agilizar a devolução do dinheiro e minimizar o desgaste dos segurados. Para ter direito à devolução de valores descontados entre março de 2020 e março de 2025, o processo deve ser iniciado por meio dos canais oficiais do INSS.

Inicialmente, o segurado deve verificar sua situação, conferindo o extrato do seu benefício para identificar quaisquer descontos não autorizados. Essa consulta pode ser feita de maneira prática e gratuita pelo aplicativo ou site “Meu INSS” ou pela Central de Atendimento 135. Para aqueles que preferem o atendimento presencial, é possível se dirigir a uma das mais de 5 mil agências dos Correios espalhadas por todo o país, que oferecem suporte para este tipo de solicitação.

A abertura do pedido de ressarcimento é gratuita. Pelo teleatendimento da Central 135, o horário de funcionamento é de segunda a sábado, das 7h às 22h (horário de Brasília). Chamadas feitas de telefones fixos são gratuitas, enquanto as de celulares têm custo de chamada local. É fundamental que os segurados utilizem apenas esses canais oficiais para garantir a segurança e a validade de sua contestação.

O ressarcimento e a proteção a grupos vulneráveis

Após a formalização da contestação pelo segurado, a entidade associativa responsável pelo desconto da mensalidade no benefício previdenciário tem um prazo de até 15 dias úteis para se manifestar. Caso a entidade não apresente uma resposta dentro do prazo estabelecido ou forneça um documento irregular – como uma assinatura falsa do beneficiário autorizando o desconto –, o sistema do INSS liberará automaticamente a opção de adesão ao acordo para o recebimento do valor.

Uma vez que o acordo é aceito pelo aposentado ou pensionista, o valor correspondente ao que foi desviado é depositado diretamente na conta do benefício em até três dias úteis. Este processo ágil visa devolver o dinheiro rapidamente ao beneficiário lesado. Para grupos considerados vulneráveis, como indígenas, quilombolas e idosos com mais de 80 anos, o ressarcimento é ainda mais facilitado: ele é feito de forma automática na folha de pagamento, eliminando a necessidade de adesão manual ao acordo, garantindo assim que esses segurados recebam seus valores sem burocracia adicional.

Contexto e resultados da Operação Sem Desconto

O esquema de descontos indevidos que assola milhares de beneficiários do INSS veio à tona com a deflagração da Operação Sem Desconto, coordenada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU). As investigações revelaram um complexo sistema de fraudes em Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados entre o INSS e diversas entidades associativas. Tais acordos, que deveriam facilitar a vida dos segurados, foram desvirtuados para a realização de cobranças não autorizadas, subtraindo indevidamente parte dos benefícios.

A gravidade das descobertas resultou em medidas drásticas, incluindo o afastamento de parte da cúpula do instituto em abril do ano passado, demonstrando a dimensão do problema e o impacto na gestão da autarquia. Desde então, o INSS tem trabalhado para reverter a situação e ressarcir os lesados. O balanço mais recente divulgado pela instituição é animador: mais de 6,4 milhões de pessoas já contestaram as cobranças abusivas. Desses, 4.401.653 beneficiários já aderiram ao acordo de ressarcimento, o que resultou na devolução de quase R$ 3 bilhões aos segurados em todo o país. Adicionalmente, há 748.734 beneficiários que estão aptos a ingressar na negociação, mas ainda não o fizeram, evidenciando a continuidade e a importância da campanha de contestação.

Segurança contra golpes e orientações essenciais

Em meio à mobilização para contestar os descontos indevidos, é fundamental que os beneficiários estejam atentos a possíveis golpes. Criminosos podem se aproveitar da situação para tentar obter dados pessoais ou financeiros. O INSS reitera a importância de seguir rigorosas diretrizes para evitar fraudes e o vazamento de informações sensíveis.

Primeiramente, tenha muito cuidado com mensagens não solicitadas: o INSS não envia links, SMS ou mensagens de WhatsApp pedindo dados pessoais, informações biométricas ou confirmação de senhas. Qualquer comunicação com essa natureza deve ser desconsiderada e, se possível, denunciada. Em segundo lugar, o serviço de contestação e ressarcimento é totalmente gratuito. O instituto não cobra taxas para a realização de pedidos de devolução de valores ou para o bloqueio de mensalidades. Qualquer abordagem que condicione o serviço ao pagamento de boletos ou transferências bancárias é uma tentativa de golpe e deve ser denunciada imediatamente. Por fim, evite intermediários. Não contrate ou utilize serviços de terceiros que prometam agilizar o processo em troca de valores. O sistema de contestação é acessível diretamente pelo próprio cidadão, sem custos adicionais. Toda a comunicação oficial e segura ocorre apenas pelos canais já mencionados: o site e aplicativo “Meu INSS”, a Central 135 e as agências dos Correios.

A importância da atenção e da ação

A prorrogação do prazo para contestar os descontos indevidos do INSS representa uma oportunidade valiosa para milhares de aposentados e pensionistas que foram prejudicados por cobranças não autorizadas. Com a data limite estendida até 20 de junho, há tempo suficiente para que os beneficiários consultem seus extratos, identifiquem possíveis fraudes e iniciem o processo de ressarcimento. A mobilização coletiva e a atenção individual são essenciais para garantir que os bilhões de reais desviados retornem aos seus legítimos donos, reforçando a proteção dos direitos previdenciários e a confiança no sistema.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. Até quando posso contestar os descontos indevidos do INSS?
O prazo para contestar os descontos indevidos foi prorrogado até 20 de junho. Esta é a segunda extensão concedida pelo INSS.

2. Quais canais devo utilizar para realizar a contestação?
Você pode contestar pelo aplicativo ou site “Meu INSS”, pela Central de Atendimento 135 (de segunda a sábado, das 7h às 22h) ou presencialmente em uma das agências dos Correios.

3. Há custos para contestar ou reaver os valores?
Não. O serviço de contestação e o ressarcimento de valores indevidos são totalmente gratuitos, oferecidos diretamente pelo INSS. Não confie em intermediários que cobram por esses serviços.

Não perca o novo prazo e garanta seus direitos. Verifique seu extrato hoje mesmo e conteste qualquer desconto indevido em seu benefício previdenciário.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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