Chegou a fase em que os sonhos pesam mais

 Chegou a fase em que os sonhos pesam mais

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

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Por Jairo Giovenardi – @jairogiovenardi

A fase de grupos ficou para trás e, agora, começa um novo torneio dentro da própria Copa do Mundo: o mata-mata! Nos confrontos eliminatórios, o favoritismo pesa menos, o erro custa caro e as zebras passam a acreditar ainda mais em seus sonhos.

 

Poucas surpresas apareceram até aqui, é verdade. Cabo Verde foi a principal delas ao avançar em um grupo que contava com o bicampeão mundial Uruguai e, logo na estreia, arrancar um empate diante da Espanha. Os cabo-verdianos não venceram nenhuma partida, mas também não perderam, e a sequência de empates foi suficiente para garantir uma vaga nos 16 avos de final.

 

Confesso que esperava muito mais da Turquia, comandada por Vincenzo Montella, ex-goleador da Roma. Os turcos, sempre apaixonados por futebol, acabaram frustrando sua torcida ao serem eliminados ainda na fase de grupos. O desempenho não foi ruim, mas faltou eficiência. Depois de desperdiçarem inúmeras oportunidades nas duas primeiras partidas, os gols apareceram apenas na vitória por 3 a 2 sobre os Estados Unidos, resultado que já não era suficiente para evitar a eliminação.

 

A República Democrática do Congo e o Equador também merecem destaque entre as boas surpresas. Os congoleses avançaram graças à sólida organização defensiva, enquanto os equatorianos demonstraram personalidade ao virar sobre a Alemanha na rodada decisiva e garantir a classificação.

 

Entre as decepções, Espanha e Portugal produziram menos do que seus elencos sugerem. Ambas avançaram, mas ainda estão devendo futebol. Em compensação, algumas das grandes favoritas começam a mostrar por que chegaram à Copa cercadas de expectativa.

 

França, Brasil, Inglaterra e Argentina somam, juntas, 11 títulos mundiais e seguem como as principais candidatas ao troféu. Na perseguição aparecem seleções perigosas como Colômbia e Holanda, que ainda buscam conquistar seu primeiro Mundial.

 

A França, uma das três equipes com 100% de aproveitamento, assim como Argentina e México, talvez seja a seleção que chega mais pronta ao mata-mata. Com um elenco repleto de talento, liderado por Dembélé e Mbappé, e muito bem treinada por Didier Deschamps, os franceses passam a impressão de que sabem exatamente como disputar e vencer uma Copa do Mundo. Não à toa chegaram às duas últimas finais, em 2018 e 2022.

 

O Brasil cresce a cada partida. A genialidade de Vinicius Júnior, aliada à evolução coletiva e ao peso da camisa, fortalece a confiança da equipe. Já a Argentina segue impulsionada pelo talento de Lionel Messi, que, neste Mundial, tornou-se o maior artilheiro da história das Copas, com 19 gols.

 

A Inglaterra também deixou boa impressão. Depois de encontrar dificuldades diante da consistente defesa de Gana, voltou a atuar em alto nível contra o Panamá. Quando o jogo exigiu seus principais jogadores, Jude Bellingham e Harry Kane apareceram para decidir.

 

Fora as campeãs mundiais, Colômbia e Holanda chegam embaladas. Os holandeses, após o empate na estreia diante do Japão, dominaram Suécia e Tunísia para confirmar a liderança do grupo. Já a Colômbia venceu com autoridade Uzbequistão e República Democrática do Congo e esteve muito perto de derrotar Portugal. Pelo volume de jogo apresentado, poderia até ter construído uma vitória por dois ou três gols de diferença.

 

Agora não existe margem para erro. Quem vencer continuará sonhando com a taça; quem perder fará as malas e voltará para casa. É o momento em que heróis são criados, favoritos sucumbem e a história das Copas ganha novos capítulos.

 

E você, acredita que veremos mais um título de uma potência tradicional ou chegou a hora de uma campeã inédita levantar a taça?

 

Quem é o Jairo?

 

Jairo Giovenardi é jornalista. Foi assessor de imprensa do Palmeiras, do São Bernardo e do Basket Osasco, produtor do Bandsports, repórter dos jornais Lance e Folha Universitária e das rádios ABC e Trianon. Atualmente é CEO da JGCOM, empresa especializada em Comunicação.

 

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