Mesmo sem o título da VNL, o vôlei feminino brasileiro fez bonito na China

 Mesmo sem o título da VNL, o vôlei feminino brasileiro fez bonito na China

Foto: CBV

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Por Jairo Giovenardi – @jairogiovenardi

Foi emocionante acompanhar pela TV, neste fim de semana, a Seleção Brasileira feminina de vôlei na fase final da VNL, a Liga das Nações. Em Macau, na China, a equipe comandada pelo extraordinário Zé Roberto Guimarães conquistou a medalha de prata ao ser superada pela Turquia na grande decisão por 3 sets a 1. Apesar de não ter alcançado o inédito título, a campanha deixa muitos aspectos positivos, sobretudo pensando na construção de uma equipe sólida para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

Ao longo da competição, o Brasil foi bem e conquistou duas vitórias sobre a Itália, melhor seleção do mundo na atualidade: uma na fase classificatória, em Brasília, e outra na semifinal, em dois confrontos de altíssimo nível.

E é justamente ao falar de nível que faço questão de exaltar o trabalho de Zé Roberto Guimarães. Multicampeão no comando da seleção feminina, vencedor também no vôlei masculino e em clubes, ele é um dos maiores nomes da história do esporte brasileiro. Esse reconhecimento vai muito além dos inúmeros títulos e de mais um pódio conquistado na VNL.

Independentemente da modalidade, conduzir um processo de renovação em uma seleção nacional é sempre um enorme desafio. Zé Roberto, porém, faz isso com maestria.

É claro que qualquer equipe de voleibol do mundo gostaria de contar eternamente com craques como Fabi Alvim, Sheilla, Paula Pequeno, Ana Moser, Fernanda Venturini, Fabiana, Virna, Leila, Jaqueline e Fofão. Mas essas referências permanecem eternas apenas na memória e no coração dos torcedores. Encontrar substitutas à altura, mantendo o Brasil entre as principais potências do voleibol mundial, exige conhecimento, sensibilidade, muito trabalho e uma competência rara, todas as qualidades que Zé Roberto demonstra há décadas.

É verdade que a Seleção Brasileira feminina não conquista um grande título desde 2017, quando venceu o Grand Prix. Desde então, foram cinco vice-campeonatos da VNL, incluindo o deste domingo, além de duas medalhas olímpicas: prata em Tóquio 2020 e bronze em Paris 2024. Ainda assim, esses resultados merecem ser valorizados.

A final contra a Turquia, aliás, foi extremamente equilibrada. As campeãs contam com grandes craques, como Melissa Vargas, Baladin, Aydin, Güneş e Şahin. Da mesma forma que superou a poderosa Itália, o Brasil mostrou que tem condições de vencer qualquer adversário em uma grande competição. O trabalho está sendo muito bem conduzido, a evolução do grupo é nítida e ele parece cada vez mais preparado para disputar os maiores títulos do cenário internacional. Voltar ao topo do pódio, portanto, tende a ser consequência.

Também é preciso considerar os importantes desfalques na fase final da VNL. A equipe não contou com a capitã Gabi, além de Nyeme, Júlia Kudiess e Tainara. Mesmo assim, mostrou que possui um elenco forte e talentos capazes de conduzir o Brasil à luta pela medalha de ouro em Los Angeles.

Podem ter certeza: ainda ouviremos falar muito de Ana Cristina, Júlia Bergmann, Rosamaria, Luzia e Roberta. São atletas talentosas, comprometidas e lideradas por um dos maiores treinadores da história do voleibol mundial.

Assistir à Seleção Brasileira feminina de vôlei é ter a certeza de emoção, intensidade e, acima de tudo, orgulho. Muito orgulho.

Quem é o Jairo?

Jairo Giovenardi é jornalista. Foi assessor de imprensa do Palmeiras e do São Bernardo Futebol Clube, produtor do Bandsports, repórter da revista oficial do Palmeiras, dos jornais Lance e Folha Universitária e das rádios ABC e Trianon. Atualmente é CEO da JGCOM, empresa especializada em Comunicação, e comanda o Podcast “Bora Saber +”.

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