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Após operação da pf, ex-prefeito de lajeado sai do governo estadual
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O ex-prefeito de Lajeado (RS), Marcelo Caumo, solicitou nesta quinta-feira seu afastamento do cargo de secretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano, após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) com o apoio da Controladoria Geral da União (CGU). A Operação Lamaçal, deflagrada na terça-feira, investiga crimes contra a administração pública e lavagem de capitais relacionados ao desvio de recursos públicos do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS). Os recursos teriam sido repassados à administração de Lajeado durante as enchentes que atingiram a região em maio de 2024.
Caumo, que ocupava a secretaria desde abril, comunicou em suas redes sociais que o pedido de afastamento visa permitir que ele se dedique integralmente aos esclarecimentos das denúncias. “Mesmo sem ter ciência ainda dos dados do processo, a gente vai fazer as defesas, mas fica com aquele sentimento de injustiça muito latente no coração”, declarou o ex-prefeito, que liderou a administração de Lajeado entre 2017 e 2023.
De acordo com a PF, a investigação aponta para irregularidades em um procedimento licitatório realizado pela prefeitura de Lajeado para a contratação de uma empresa terceirizada. Essa empresa deveria fornecer serviços de psicólogo, assistente social, educador social, auxiliar administrativo e motorista. A dispensa da licitação foi justificada pelo estado de calamidade pública declarado pelo município em 2024, em decorrência das enchentes.
A Polícia Federal informou que “há indícios de que a contratação direta da empresa investigada tenha ocorrido sem observância da proposta mais vantajosa e os valores contratados estariam acima do valor de mercado”. O montante total dos contratos sob investigação é de aproximadamente R$ 120 milhões.
Lajeado foi uma das cidades mais severamente afetadas pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.
O governo do Rio Grande do Sul emitiu uma nota na terça-feira, ressaltando que a investigação não possui qualquer ligação com a atuação de Marcelo Caumo como secretário de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano do estado.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br