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Alerj adia decisão sobre prisão de presidente, preso na quarta-feira
© Thiago Lontra/ALERJ
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) optou por adiar a reunião que definiria o futuro do deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), atual presidente da Casa, que se encontra preso. A nova data para a deliberação foi agendada para a próxima segunda-feira, às 11h.
Bacellar foi detido na última quarta-feira durante a Operação Unha e Carne. As acusações que pesam sobre ele incluem o vazamento de informações confidenciais da Operação Zargun e a suposta orientação dada ao deputado estadual TH Joias (MDB) para que este destruísse provas relevantes para as investigações. Em sua defesa, Bacellar nega veementemente as irregularidades imputadas.
O caso ganha contornos ainda mais complexos com o envolvimento de TH Joias, que já se encontra preso desde setembro. As acusações contra ele são graves e abrangem desde suspeitas de tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, até a negociação de armas destinadas a facções criminosas, como o Comando Vermelho.
A prisão de Rodrigo Bacellar foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou o afastamento do parlamentar da presidência da Alerj. A decisão do STF adiciona um elemento de tensão política ao cenário já conturbado da Assembleia Legislativa.
Este não é o primeiro episódio em que a Alerj se vê diante da necessidade de decidir sobre a prisão de um presidente em exercício. Em 2017, a Casa optou por libertar Jorge Picciani, juntamente com os deputados Paulo Melo e Edson Albertassi. Na época, os três eram acusados de receber propinas em troca de favorecimentos a empresas. A decisão gerou grande controvérsia e reacendeu o debate sobre a autonomia e a independência do poder legislativo estadual.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br