Chuvas intensas na Zona da Mata mineira elevam número de mortos para

 Chuvas intensas na Zona da Mata mineira elevam número de mortos para

© Tomaz Silva/Agência Brasil

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As persistentes e volumosas chuvas na Zona da Mata mineira resultaram em uma escalada trágica no número de vítimas. Desde a segunda-feira, 23 de janeiro, intensos temporais castigam a região, culminando em deslizamentos e inundações que ceifaram dezenas de vidas. O último balanço oficial, divulgado na sexta-feira, 27 de janeiro, confirmou a morte de 65 pessoas e ainda registra quatro desaparecidos, evidenciando a severidade do desastre natural. A catástrofe mobiliza autoridades estaduais e federais em uma corrida contra o tempo para prestar socorro e oferecer assistência à população afetada, que enfrenta a destruição de suas casas e a perda de seus bens. Municípios como Juiz de Fora e Ubá estão entre os mais impactados, com milhares de desabrigados e desalojados clamando por ajuda em meio à devastação que remodelou paisagens e lares.

A tragédia se aprofunda: balanço das vítimas e impactos sociais

A Zona da Mata mineira enfrenta um dos piores cenários de sua história recente, com o número de mortes causadas pelas chuvas torrenciais subindo para 65. A contagem, que foi atualizada na tarde de sexta-feira, 27 de janeiro, reflete a intensidade e a abrangência dos desastres, que incluem deslizamentos de terra, enxurradas e inundações em diversas localidades. Além das vidas perdidas, a região lida com a angústia de quatro pessoas que permanecem desaparecidas, cujas buscas continuam ininterruptas, alimentando a esperança de encontrá-las com vida, mas também o temor diante da dimensão da catástrofe. A população local vive momentos de grande aflição, com muitas famílias desestruturadas e comunidades inteiras em estado de alerta máximo. A mobilização de equipes de resgate, voluntários e profissionais da saúde é constante, trabalhando incansavelmente para mitigar os danos e oferecer suporte essencial.

Vítimas e desaparecidos: o cenário em Juiz de Fora, Ubá e municípios vizinhos

Entre as cidades mais castigadas, Juiz de Fora emerge como epicentro da tragédia, registrando, até o momento, 59 vítimas fatais. A metrópole, uma das maiores da região, sofreu com a violência das águas e dos deslizamentos que atingiram áreas residenciais, muitas delas em encostas, transformando ruas em rios e casas em escombros. Além das mortes, Juiz de Fora ainda busca por dois desaparecidos, que foram arrastados ou soterrados pela força das chuvas e da lama, adicionando uma camada de incerteza e dor às famílias. A situação na cidade é crítica, com bairros inteiros em ruínas e infraestruturas severamente comprometidas, incluindo vias de acesso e serviços públicos.

Paralelamente, o município de Ubá também reporta um cenário devastador, com seis mortes confirmadas e a busca por outros dois desaparecidos. Em Ubá, a combinação de chuvas intensas e a topografia do terreno potencializou os estragos, deixando um rastro de destruição e luto, afetando principalmente as áreas ribeirinhas e encostas. O impacto humano se estende para além das mortes e desaparecimentos, com um vasto contingente de pessoas que perderam suas moradias e todos os seus pertences. Os dados mais recentes apontam para 389 desabrigados, aqueles que necessitam de abrigo público temporário em escolas, ginásios ou centros comunitários, e mais de 5.500 desalojados, que foram forçados a abandonar suas casas e buscar refúgio em residências de familiares ou amigos. Esse cenário demanda uma resposta robusta e coordenada de todos os níveis de governo e da sociedade civil para garantir a dignidade, a segurança e o suporte psicológico e material dessas famílias, que se veem desamparadas diante da fúria da natureza.

Medidas emergenciais e ações de apoio para recuperação

Diante da calamidade que assola a Zona da Mata mineira, diversas esferas governamentais e instituições financeiras se articularam para implementar medidas emergenciais de apoio à população e aos municípios afetados. A resposta busca aliviar o sofrimento imediato das vítimas e fornecer os recursos necessários para a lenta e desafiadora reconstrução das áreas devastadas. A celeridade na liberação de fundos e na simplificação de processos burocráticos é crucial para que a ajuda chegue a quem mais precisa no menor tempo possível. Essas ações demonstram um esforço conjunto para minimizar os impactos socioeconômicos da catástrofe e restaurar um mínimo de normalidade para os residentes, que enfrentam a árdua tarefa de recomeçar suas vidas.

Apoio financeiro e fiscal: os braços do governo estadual e federal

O governo de Minas Gerais agiu prontamente para mitigar os impactos financeiros nos municípios e na vida dos cidadãos. Foi autorizada a antecipação de três a seis parcelas do Piso Mineiro de Assistência Social, um recurso vital que totaliza mais de R$ 1,3 milhão. Essa medida visa fortalecer a capacidade dos municípios atingidos de oferecerem serviços socioassistenciais essenciais, como abrigo temporário, alimentação, apoio psicossocial e distribuição de kits de higiene e limpeza às famílias em vulnerabilidade. Adicionalmente, o estado buscou junto ao Comitê Gestor do Simples Nacional, em Brasília, a prorrogação do prazo para o pagamento dos tributos referentes aos meses de fevereiro e março. Esta solicitação tem como objetivo oferecer um fôlego financeiro para as micro e pequenas empresas e comerciantes locais que foram duramente impactados pelas chuvas, muitos dos quais perderam estoques e infraestrutura, permitindo-lhes focar na recuperação e reestruturação de seus negócios sem o peso imediato das obrigações fiscais.

O governo federal, por sua vez, também implementou uma importante iniciativa de apoio à população: a liberação do Saque Calamidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Esta medida emergencial está disponível para os cidadãos residentes em Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, que foram diretamente atingidos pela calamidade e tiveram suas casas danificadas ou destruídas. O processo para solicitar o saque é simplificado e pode ser feito diretamente pelo aplicativo do FGTS, disponível para smartphones, tornando o acesso mais ágil e menos burocrático para as vítimas, que já enfrentam inúmeros desafios.

O prazo para a solicitação se estende até 25 de maio, concedendo um período razoável para que os trabalhadores possam organizar seus documentos e efetuar o pedido com calma. O valor máximo que pode ser sacado é de R$ 6.220, limitado ao saldo disponível na conta do FGTS do trabalhador. É importante ressaltar que para ter direito ao saque, a pessoa não pode ter realizado saques por calamidade nos últimos 12 meses anteriores ao desastre atual. Para efetivar a solicitação, é necessário enviar uma foto de um documento de identidade válido e de um comprovante de residência em nome do trabalhador, emitido nos últimos 120 dias, para comprovar a residência em uma das áreas afetadas e a elegibilidade ao benefício. Após o envio da documentação e análise, o cidadão deve indicar uma conta bancária de sua titularidade para receber o dinheiro, concluindo assim o processo de forma digital e segura. A Caixa Econômica Federal, responsável pela gestão do FGTS, também anunciou o envio de caminhões-agência para as regiões afetadas. Essa iniciativa visa reforçar o atendimento bancário e facilitar o acesso da população aos serviços e informações sobre o Saque Calamidade e outros benefícios, garantindo que mesmo aqueles com dificuldade de locomoção ou acesso a agências físicas possam ser atendidos de forma eficiente e humanizada, mitigando os transtornos em um momento tão delicado.

Conclusão

A Zona da Mata mineira atravessa um momento de profunda dor e reconstrução. Com o saldo trágico de 65 vidas perdidas e milhares de pessoas desabrigadas ou desalojadas, a região se mobiliza para superar os estragos deixados pelas chuvas intensas. As ações coordenadas dos governos estadual e federal, aliadas à solidariedade da sociedade civil, são fundamentais para amparar as vítimas e iniciar o processo de reerguimento. A memória daqueles que se foram e o sofrimento dos que ficaram reforçam a urgência de medidas preventivas e de um planejamento urbano mais resiliente para evitar que tragédias dessa magnitude se repitam no futuro, protegendo a vida e o patrimônio dos cidadãos.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. Qual o número atualizado de vítimas fatais na Zona da Mata mineira devido às chuvas?
Até o momento, o número de mortos confirmados em decorrência dos temporais na Zona da Mata mineira é de 65 pessoas.

2. Quais municípios foram os mais afetados e qual a situação de desabrigados/desalojados?
Juiz de Fora e Ubá são os municípios com maior número de vítimas. Juiz de Fora registra 59 mortes e 2 desaparecidos, enquanto Ubá tem 6 mortes e 2 desaparecidos. Há 389 desabrigados e mais de 5.500 desalojados em toda a região afetada.

3. Como o governo federal está auxiliando a população atingida pelas chuvas?
O governo federal liberou o Saque Calamidade do FGTS para moradores de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. O saque pode ser solicitado pelo aplicativo do FGTS até 25 de maio, com limite de R$ 6.220 e necessidade de comprovação de identidade e residência. A Caixa também enviou caminhões-agência para reforçar o atendimento.

4. Quais medidas o governo de Minas Gerais adotou para apoiar as vítimas e municípios?
O governo estadual autorizou a antecipação de até seis parcelas do Piso Mineiro de Assistência Social, totalizando mais de R$ 1,3 milhão para os municípios atingidos. Além disso, solicitou a prorrogação do pagamento de tributos para empresas afetadas.

Para informações detalhadas sobre os procedimentos de saque do FGTS ou como auxiliar as vítimas com doações e voluntariado, acesse os canais oficiais dos governos e da Caixa Econômica Federal e ajude a reconstruir a esperança na Zona da Mata mineira.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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