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Unicamp impulsiona inovação em redes móveis com novo laboratório 5g
G1
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) inaugurou o laboratório Studio 5G, um marco para o avanço das tecnologias de comunicação móvel no Brasil. A iniciativa é parte do Centro de Pesquisa em Engenharia Smartness 2030 (Redes e Serviços Inteligentes), um projeto colaborativo entre a Unicamp, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a empresa Ericsson, com um investimento total de R$ 56 milhões ao longo de dez anos.
O novo laboratório visa acelerar o desenvolvimento de tecnologias 5G e preparar o terreno para a futura rede 6G, posicionando o país como um importante player no cenário global de inovação em redes móveis.
O Studio 5G amplia a infraestrutura de experimentação do centro de pesquisa, permitindo a realização de estudos avançados em áreas como Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial, redes autônomas e aplicações urbanas e industriais. Um dos destaques é a instalação de uma rede privativa 5G, fornecida pela Ericsson, que oferece conectividade de alta performance, maior segurança e controle total dos recursos, diferenciando-se das redes comerciais.
“Com a rede 5G privada, o centro passa a contar com um ambiente seguro e controlável para experimentar e validar, na prática, novas tecnologias, conceitos e aplicações avançadas das futuras redes de comunicação”, afirma Maria Valéria Marquezini, vice-diretora do Smartness.
O evento de lançamento contou com demonstrações imersivas utilizando realidade virtual (VR) e realidade aumentada (AR), simulações de telecirurgias controladas remotamente por robôs, e demonstrações comparativas entre as tecnologias 3G, 4G e 5G. Além disso, foram apresentadas pesquisas que exploram o potencial da evolução das tecnologias 5G para transformar a maneira como pessoas, dispositivos e sistemas se conectam.
Entre as pesquisas em andamento no centro, destacam-se projetos de robótica assistiva para auxiliar pessoas com deficiência motora, o uso de braços robóticos em telecirurgias, o desenvolvimento de uma arquitetura de rede OpenRAN para interoperabilidade entre diferentes fornecedores, vídeos volumétricos em realidade virtual, otimização de rede para cloud gaming, inteligência artificial para gestão de tráfego e otimização do consumo de energia em operações de inteligência artificial através de redes neuromórficas.
O gerente de Transferência e Tecnologia e Inovação do centro de pesquisa, Eduardo Sartori, ressalta que a criação do laboratório é um marco fundamental para a pesquisa e desenvolvimento, abrindo oportunidades para parcerias entre a universidade e empresas. O pesquisador Arthur Simas destaca a importância da colaboração entre pesquisadores, engenheiros e empresas para impulsionar as pesquisas e garantir a aplicabilidade dos projetos.
O objetivo final do centro de pesquisa é contribuir para o desenvolvimento de tecnologias que pavimentem o caminho para o 6G, transformando o Brasil em um criador, e não apenas um consumidor, de redes móveis. A expectativa é que a rede 6G, prevista para 2030, atinja velocidades de até 1Tbps, permitindo o download de mais de 150 filmes 4K em apenas meio minuto.
Fonte: g1.globo.com