Generais e ex-presidente encarcerados após condenação por tentativa de golpe

 Generais e ex-presidente encarcerados após condenação por tentativa de golpe

© Lula Marques e Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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O processo referente ao núcleo central da trama golpista chegou a sua conclusão definitiva nesta terça-feira (25), após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, declarar o trânsito em julgado da ação penal. A decisão implica que não há mais possibilidade de recursos, e as penas de prisão impostas aos réus podem ser executadas de imediato.

Entre os condenados, encontram-se os generais do Exército Augusto Heleno e Paulo Sérgio, cujas penas já tiveram a execução determinada pelo ministro Moraes. Ambos foram encaminhados para as instalações do Comando Militar do Planalto, em Brasília.

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão. Ele cumprirá a pena na superintendência da Polícia Federal, também localizada em Brasília, onde já se encontrava detido desde o último sábado. A prisão anterior foi motivada pela violação de sua tornozeleira eletrônica e pelo risco de fuga.

Outro nome envolvido na trama é o deputado federal Alexandre Ramagem, que recebeu uma condenação de 16 anos de prisão. Informações indicam que Ramagem encontra-se foragido nos Estados Unidos.

Anderson Torres, que ocupou os cargos de ministro da Justiça e secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, foi sentenciado a 24 anos de pena privativa de liberdade.

Walter Braga Netto, general da reserva e ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, foi condenado a 26 anos de prisão. Ele já está preso desde dezembro do ano anterior, sob a acusação de ter obstruído a investigação sobre a tentativa de golpe de Estado.

O almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, foi condenado a 24 anos de prisão.

Augusto Heleno, general da reserva e ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, recebeu uma pena de 21 anos de prisão, enquanto Paulo Sérgio Nogueira, general da reserva e ex-ministro da Defesa, foi condenado a 19 anos de prisão.

A conclusão da ação penal foi possível após a análise e rejeição dos últimos recursos apresentados pelas defesas de quatro dos sete réus considerados como núcleo principal da tentativa de golpe. Com a decisão, o ministro Moraes declarou o fim do processo para esses réus.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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