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Pedreira do bongue: tesouro paleontológico revela passado marinho de piracicaba
G1
A Pedreira do Bongue, em Piracicaba, conhecida por sua beleza cênica e, infelizmente, por incidentes de quedas de rochas, esconde um segredo fascinante: é um sítio paleontológico de grande importância científica, embora ainda não possua a proteção legal necessária. Fósseis abundantes revelam que, há milhões de anos, a região era um ambiente marinho vibrante.
De acordo com estudos, a Pedreira do Bongue abriga uma vasta coleção de fósseis de peixes e conchas, testemunhos de uma era em que um mar cobria a área onde hoje se encontra Piracicaba. A importância do local é reconhecida no meio acadêmico e científico, porém, a formalização de sua proteção como patrimônio ainda está em desenvolvimento.
A Pedreira do Bongue integra a unidade geológica Corumbataí, caracterizada pela presença de argilito (argila vermelha/roxa) e arenito (areia), cuja distinção é facilmente observada. As rochas sedimentares que compõem a pedreira foram formadas há aproximadamente 260 milhões de anos, com uma variação possível de alguns milhões de anos para mais ou para menos. Durante esse período, a região era um mar, e os sedimentos depositados ao longo do tempo se transformaram nas rochas que hoje abrigam os fósseis. As argilas representam áreas mais profundas desse antigo mar, enquanto as areias indicam regiões costeiras.
Estudos apontam para a existência de evidências paleontológicas e rochas sedimentares que sugerem a predominância de ambientes marinhos costeiros e pantanosos na região, fortemente influenciados pelas marés.
Curiosamente, a área no topo da pedreira é ocupada por construções residenciais e até mesmo um espaço para eventos.
Uma visão de futuro para a Pedreira do Bongue seria a sua transformação em um parque geológico, um espaço dedicado à preservação e divulgação dos patrimônios naturais e histórico-culturais. Exemplos de sucesso como o Geoparque de Uberaba e o Parque do Varvito em Itu demonstram o potencial de unir a conservação da geologia e paleontologia com o desenvolvimento socioeconômico regional, através do turismo e da educação ambiental.
Fonte: g1.globo.com