São Paulo: Prisões de agressores crescem 31,2% e rede de proteção às mulheres crescem no Estado

 São Paulo: Prisões de agressores crescem 31,2% e rede de proteção às mulheres crescem no Estado

Agência SP

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As ações conjuntas das forças de segurança em São Paulo culminaram em um aumento significativo das prisões de agressores de mulheres, com 18,5 mil detidos por violência doméstica no último ano. Esse número representa um crescimento de 31,2% em comparação com o período anterior, quando foram registradas 14,1 mil prisões. A elevação dos índices é reflexo direto de uma política de segurança pública mais rigorosa, que tem focado no endurecimento da fiscalização de decisões judiciais e na agilidade na resposta às denúncias. Tal estratégia visa primordialmente interromper o ciclo de violência em suas fases iniciais, prevenindo que os casos escalem para situações mais graves, como o feminicídio. A implementação de sistemas integrados e a expansão de canais de denúncia são pilares dessa abordagem.

Aumento das prisões e a estratégia de combate à violência

O cenário de combate à violência doméstica em São Paulo demonstra um avanço notável na capacidade de resposta das autoridades. As 18,5 mil prisões de agressores de mulheres, registradas no período de um ano, são um indicativo de maior efetividade na aplicação da lei e na proteção das vítimas. Esse crescimento de 31,2% não apenas reflete um aumento nas denúncias, mas também uma fiscalização mais assertiva de medidas protetivas e um sistema mais ágil para deter infratores. A prioridade é clara: agir rapidamente para evitar o agravamento das situações de risco.

Fortalecimento da fiscalização e integração do SP Mulher

A robustez da resposta policial é atribuída, em grande parte, à consolidação de iniciativas como o sistema SP Mulher, lançado em 2023. Essa plataforma foi concebida para integrar dados, padronizar o atendimento e otimizar a atuação conjunta das Polícias Militar, Civil e Técnico-Científica. Desde o primeiro contato via telefone de emergência 190, com a presença de Cabines Lilás no Centro de Operações da PM (Copom), até o registro nas Delegacias de Defesa da Mulher (DDM), incluindo as Salas DDM 24 horas e a DDM online, o sistema garante uma jornada de acolhimento e investigação mais coesa e eficiente. A fiscalização de decisões judiciais, como as medidas protetivas, também foi intensificada, garantindo que os agressores que descumprem as determinações legais sejam prontamente responsabilizados.

Ampliação de canais de denúncia e tecnologia no combate

A expansão e aprimoramento dos canais de denúncia são elementos cruciais para a eficácia da rede de proteção. Dados preocupantes revelam que, de 270 vítimas de feminicídio no estado, 72% não haviam registrado boletim de ocorrência prévio e apenas 22% tinham solicitado medida protetiva. Essa estatística sublinha a urgência de facilitar o acesso à justiça e encorajar as mulheres a buscarem ajuda. Nesse contexto, a tecnologia emerge como uma ferramenta poderosa para salvaguardar vidas e fortalecer a resposta do Estado.

Monitoramento eletrônico e o aplicativo SP Mulher Segura

São Paulo é pioneiro na utilização de tecnologia avançada para proteger mulheres, exemplificado pelo monitoramento eletrônico de agressores. Instituído em setembro de 2023, o sistema de tornozeleiras eletrônicas já foi aplicado a 712 agressores, dos quais 189 permanecem sob vigilância ativa. Essa tecnologia se mostrou eficaz ao possibilitar a condução de 211 agressores à delegacia por descumprimento de medidas protetivas, resultando na prisão de 120 deles.

Adicionalmente, o aplicativo SP Mulher Segura, com mais de 45,7 mil usuárias, registrou 9,6 mil acionamentos do botão do pânico. Este recurso permite o envio imediato de policiais, guiados por georreferenciamento, otimizando o tempo de resposta e garantindo assistência rápida. O sistema cruza dados de localização de vítimas e agressores monitorados, possibilitando uma intervenção policial preventiva e mais eficiente em situações de risco iminente.

Expansão da rede de acolhimento e programas de apoio

A eficácia da rede de proteção não se restringe à repressão, mas se estende ao acolhimento e suporte às vítimas. A estratégia estadual combina tecnologia, integração institucional e ampliação dos canais de denúncia para garantir a efetividade da legislação, proteger as vítimas e, fundamentalmente, reduzir o risco de feminicídios. O governo tem investido na ampliação de espaços especializados e na criação de programas de assistência social.

Estruturas especializadas e iniciativas da Polícia Militar

O estado ampliou em 54% os espaços especializados de atendimento, contando agora com 142 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e 173 Salas DDM 24h, garantindo atendimento contínuo e especializado em diversas regiões. No âmbito da Polícia Militar, a Cabine Lilás é um marco importante, permitindo que vítimas que ligam para o 190 sejam atendidas por policiais femininas treinadas para oferecer acolhimento e orientações imediatas. Essas policiais são especializadas no atendimento a denunciantes de violência, especialmente aquelas com medidas protetivas, e também monitoram agressores que utilizam tornozeleiras eletrônicas. Complementarmente, a Sala Lilás do Instituto Médico-Legal (IML) oferece um ambiente reservado e humanizado para a realização de exames de corpo de delito, essencial para a coleta de provas em casos de agressão.

Auxílio-aluguel e o movimento SP Por Todas

Além das medidas de segurança e acolhimento, São Paulo oferece suporte social por meio do programa estadual de Auxílio-Aluguel para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica. Entre março de 2025 e fevereiro de 2026, 5.247 mulheres foram beneficiadas, conforme dados da Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS). O programa, que já conta com a adesão de 585 municípios, visa proporcionar autonomia financeira e um ambiente seguro para as mulheres recomeçarem suas vidas. Essas ações são parte do movimento “SP Por Todas”, uma iniciativa do Governo do Estado para ampliar a visibilidade das políticas públicas para mulheres e fortalecer a rede de proteção, acolhimento e autonomia profissional e financeira. Ações como o aplicativo SP Mulher Segura e a ampliação de serviços especializados em todo o estado são pilares desse movimento, buscando oferecer um ambiente mais seguro e equitativo para as mulheres paulistas.

Rede de proteção em São Paulo: um compromisso contínuo

O aumento das prisões de agressores de mulheres em São Paulo, acompanhado pela expansão e aprimoramento da rede de proteção, reflete um compromisso robusto do estado no combate à violência doméstica. Através da integração de tecnologias, como o monitoramento eletrônico e o aplicativo SP Mulher Segura, da ampliação de estruturas de acolhimento como as DDMs e as Cabines Lilás, e de programas de suporte social como o Auxílio-Aluguel, a estratégia visa oferecer uma resposta completa e multifacetada às vítimas. Esses esforços combinados buscam não apenas punir os agressores, mas, principalmente, prevenir futuros atos de violência, garantir a segurança das mulheres e empoderá-las para romper o ciclo da violência, consolidando um ambiente mais seguro e justo em todo o território paulista.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. O que é o sistema SP Mulher e qual seu objetivo?
O SP Mulher é um sistema integrado, lançado em 2023, que busca unificar dados, padronizar atendimentos e fortalecer a atuação conjunta das Polícias Militar, Civil e Técnico-Científica no combate à violência doméstica em São Paulo. Seu principal objetivo é agilizar a resposta às denúncias e aprimorar a fiscalização de medidas judiciais, desde o primeiro contato da vítima até o registro da ocorrência.

2. Como funciona o monitoramento eletrônico de agressores em São Paulo?
O monitoramento eletrônico utiliza tornozeleiras em agressores que possuem medidas protetivas. O sistema foi instituído em setembro de 2023 e já beneficiou a proteção de diversas mulheres. Ele permite que as autoridades verifiquem o cumprimento das distâncias mínimas impostas pela justiça e, em caso de descumprimento, acionem a polícia para prender o agressor, agindo de forma preventiva para a segurança da vítima.

3. Quais são os canais de denúncia e acolhimento disponíveis para mulheres vítimas de violência em SP?
As mulheres podem denunciar a violência por meio do telefone 190 , nas Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), nas Salas DDM 24 horas e pela DDM online. Além disso, o aplicativo SP Mulher Segura oferece um botão do pânico para acionamento rápido da polícia, e o Instituto Médico-Legal (IML) dispõe da Sala Lilás para exames de corpo de delito em um ambiente humanizado.

4. O que é o programa de Auxílio-Aluguel para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica?
É um programa estadual que concede um benefício financeiro para auxiliar mulheres vítimas de violência doméstica a custear o aluguel de moradias. O objetivo é proporcionar autonomia e um ambiente seguro para que elas possam se reestruturar e se afastar do agressor, contribuindo para a ruptura do ciclo de violência. O programa já atendeu milhares de mulheres e conta com a adesão de diversos municípios paulistas.

Para obter mais informações sobre a rede de proteção e apoio às mulheres em São Paulo, acesse os canais oficiais do governo estadual e denuncie qualquer forma de violência. Sua ação pode salvar vidas.

Fonte: https://www.agenciasp.sp.gov.br

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