Itapevi contratou 21,4 mil pessoas em 2025 e fechou o ano com saldo positivo

 Itapevi contratou 21,4 mil pessoas em 2025 e fechou o ano com saldo positivo

Créditos: CAGED/MTE

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Itapevi encerrou 2025 com um mercado de trabalho formal em movimento intenso: a cidade admitiu 21.399 pessoas ao longo do ano, um volume que, somado aos desligamentos, resultou em 42.035 vínculos empregatícios movimentados — quase 116 contratações e desligamentos por dia útil, em média. O salário médio pago nas admissões ficou em R$ 2.544, segundo levantamento da Coalize com base em dados do CAGED/MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), que consolidou o desempenho de todas as cidades da microrregião de Osasco no ano passado.

 

O saldo entre contratações e desligamentos fechou positivo em 763 postos de trabalho, resultado de 21.399 admissões contra 20.636 desligamentos. Para uma cidade de 242.995 habitantes, segundo o Censo do IBGE, esse é um patamar de rotatividade típico de municípios com forte presença industrial e logística, onde admissões e desligamentos costumam caminhar próximos ao longo do ano. O detalhamento completo, vínculo a vínculo, pode ser consultado no Mapa do Emprego de Itapevi, que reúne os indicadores oficiais da cidade em 2025.

 

Duas réguas para medir o mesmo resultado

Para comparar municípios de tamanhos diferentes, a Coalize usa duas réguas complementares. A primeira é o saldo absoluto — o número bruto de postos de trabalho criados, que naturalmente favorece cidades com população maior. A segunda é o saldo por habitante, calculado a cada 100 mil moradores, que neutraliza o efeito do tamanho da população e permite comparar diretamente uma cidade grande com uma pequena. Uma cidade pode aparecer em posições diferentes em cada régua, e é exatamente isso que revela onde seu mercado de trabalho teve mais força relativa.

 

Na região de Osasco, que reuniu 8 cidades com dados no ano passado, essas duas réguas contam histórias parecidas, mas não idênticas. Itapevi ocupou a 5ª posição em saldo absoluto entre as 8 cidades, com os 763 postos líquidos gerados. Já na régua por habitante — que só considera municípios com 5 mil habitantes ou mais —, a cidade subiu para o 4º lugar, com 314 vagas líquidas a cada 100 mil moradores. Essa diferença entre as duas posições mostra que, proporcionalmente à sua população, o mercado de trabalho itapeviense teve um desempenho relativamente melhor do que sugere apenas o número absoluto.

 

Vagas criadas — cidades da microrregião de Osasco (SP), 2025. Itapevi em destaque.

 

Como Itapevi se posicionou frente às vizinhas

Osasco liderou as duas réguas da microrregião em 2025: foi a cidade com o maior saldo absoluto (+25.426 postos) e também com o maior saldo por habitante (3.348 a cada 100 mil moradores) — um resultado puxado pela concentração de sedes empresariais e centros de serviços no município-polo. O saldo total das 8 cidades da região somou 39.669 postos de trabalho líquidos no ano, com uma média regional de 1.856 vagas por 100 mil habitantes.

 

Itapevi, com seus 314 postos por 100 mil habitantes, ficou abaixo dessa média regional, mas à frente de metade das cidades vizinhas na régua que melhor reflete o esforço proporcional de geração de empregos. É justamente nessa régua que o desempenho da cidade se destacou mais: enquanto na contagem absoluta municípios maiores tendem a aparecer nas primeiras posições quase por definição, a régua por habitante reconhece o ritmo de contratação de Itapevi mesmo com uma população menor que a da cidade-polo da região.

 

Saldo por 100 mil habitantes — microrregião de Osasco (SP), 2025. Itapevi em destaque.

 

Salário de admissão e o que ele representa

O salário médio de R$ 2.544 pago pelas empresas de Itapevi nas admissões de 2025 é o valor de entrada informado ao CAGED no momento da contratação — não inclui adicionais que podem ser incorporados depois, como o de hora noturna, tampouco reflete o salário de quem já está empregado há mais tempo na função. Ainda assim, esse número funciona como um termômetro direto do que o mercado de trabalho formal da cidade pagou para atrair mão de obra ao longo do ano.

 

Cada admissão registrada nesse levantamento também abre um vínculo formal com direito a benefícios previdenciários vinculados ao PIS na carteira de trabalho digital, um dos aspectos que distingue o emprego formal do informal e que fundamenta o acompanhamento contínuo desses indicadores pelo CAGED. Do lado dos desligamentos, os 20.636 registrados em Itapevi ao longo do ano também geraram obrigações trabalhistas específicas, entre elas o cálculo do saldo de salário devido a cada trabalhador desligado — mais um reflexo de como a alta movimentação de vínculos na cidade impacta o dia a dia das empresas e trabalhadores locais.

 

O que os números indicam para 2026

Com 42.035 vínculos movimentados em um único ano, Itapevi manteve, em 2025, um dos mercados de trabalho mais dinâmicos entre as cidades médias da região de Osasco — um volume de contratações que reforça o papel do município como polo de empregos formais na Grande São Paulo. A combinação entre um saldo absoluto consistente e uma posição de destaque na régua por habitante sugere que a cidade seguiu atraindo empresas e gerando oportunidades em ritmo superior ao que seu tamanho populacional isoladamente indicaria, um sinal que tende a ser acompanhado de perto pelo mercado local nos próximos balanços do CAGED.

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