Governo de SP lança programa para impulsionar o turismo rural
Agência SP
O Governo de São Paulo oficializou o lançamento de um novo e abrangente programa destinado a impulsionar o turismo rural no estado. Por meio de um decreto publicado no Diário Oficial do Estado em 2 de abril, foi instituído o Programa de Desenvolvimento do Turismo Rural, uma iniciativa estratégica que visa a integrar de forma mais robusta as atividades agrícolas e turísticas. A medida representa um avanço significativo para o setor, buscando não apenas o reconhecimento, mas também a promoção de uma das vocações mais autênticas do território paulista. Com o objetivo primordial de apoiar produtores de pequeno porte e a agroindústria, o programa delineia uma série de ações focadas em capacitação, acesso a crédito e fomento à inovação tecnológica, abrindo novas perspectivas para a economia local e valorizando a riqueza do campo.
Estrutura e alcance do novo programa estadual
O Programa de Desenvolvimento do Turismo Rural de São Paulo é concebido como um catalisador para a evolução do setor, promovendo uma integração mais profunda entre as atividades agrícolas e as diversas vertentes do turismo. Sua estruturação detalhada no decreto de 2 de abril demonstra um compromisso com o crescimento econômico sustentável e a valorização das riquezas naturais e culturais do estado. Um dos focos centrais é o apoio direto aos produtores de pequeno porte e à agroindústria. Esse suporte será oferecido através de mecanismos como a capacitação profissional, que visa aprimorar as habilidades dos empreendedores rurais; a facilitação de acesso a linhas de crédito específicas, essenciais para investimentos e modernização; e o incentivo à inovação tecnológica, que pode otimizar processos e criar novas experiências para os visitantes.
Foco no desenvolvimento sustentável e na diversidade de experiências
Além do suporte direto à produção, o programa se expande para contemplar e incentivar atrativos de valor ambiental e cultural. Isso inclui processos de restauração de paisagens e ecossistemas, que buscam revitalizar áreas degradadas e promover a biodiversidade. A promoção de atividades de conservação de florestas nativas também integra a estratégia, alinhando o desenvolvimento turístico com a responsabilidade ambiental.
A expectativa é que o programa gere um impacto positivo e multifacetado em toda a cadeia do turismo rural, abrangendo uma vasta gama de segmentos. A gastronomia, com suas comidas típicas e produtos locais, é um pilar fundamental. A pesca esportiva, o turismo de natureza – que engloba trilhas e ecoturismo – e as ofertas de bem-estar (como spas rurais e terapias naturais) estão no radar. Segmentos como o afroturismo e o turismo de base comunitária, que valorizam a cultura e o modo de vida local, também serão impulsionados. Trens turísticos, roteiros de trilhas e o turismo religioso, que explora santuários e locais de fé no campo, completam o leque de experiências a serem fortalecidas.
São Paulo, surpreendentemente, destaca-se como o estado mais “rural” do país em termos de oferta turística, contando com mais de 1.200 propriedades rurais mapeadas e prontas para receber visitantes. Essas propriedades incluem desde fazendas históricas que contam a história do Brasil, até campings, pesque-pagues e restaurantes de culinária regional, demonstrando a vasta infraestrutura já existente e o grande potencial a ser explorado.
Colaboração intersecretarial e o potencial de crescimento do setor
A implementação do Programa de Desenvolvimento do Turismo Rural é fruto de uma colaboração intersecretarial robusta, evidenciando a transversalidade da iniciativa. Essa articulação envolveu a Casa Civil e diversas secretarias estaduais, cada uma contribuindo com sua expertise para a construção de uma política pública coesa e eficaz. Participaram as Secretarias de Agricultura e Abastecimento; Cultura, Economia e Indústria Criativa; Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística; Transportes Metropolitanos; e Desenvolvimento Econômico. Além disso, entidades como o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), crucial para a melhoria da infraestrutura de acesso, e a Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade (INVEST SP) também integraram o grupo de trabalho. Essa capilaridade assegura que diferentes aspectos – do fomento econômico à preservação ambiental e à logística – sejam contemplados.
A visão estratégica por trás da integração campo-turismo
Roberto de Lucena, secretário de Turismo e Viagem do Estado, ressaltou a importância estratégica do programa: “O Estado possui uma riqueza gastronômica e cultural que nasce no campo. Com este decreto, integramos o campo e o turismo de forma estratégica, valorizando nossas raízes e promovendo experiências autênticas aos viajantes. O turismo rural tem sido um segmento bastante buscado por sua riqueza histórica, pelo contato com a natureza, pelas possibilidades de bem-estar e de resgate das tradições, que estão alinhados à vasta atuação do setor em todas as 48 regiões turísticas do estado.” Sua declaração sublinha a visão de que o programa não apenas impulsiona a economia, mas também preserva e promove a identidade cultural e ambiental paulista.
Dados do Sebrae corroboram a relevância da iniciativa, apontando para um crescimento expressivo do turismo rural, com destinos no campo entre os mais procurados por viajantes, avançando cerca de 30% ao ano no país. O segmento se fortalece em conjunto com a gastronomia, um dos pontos fortes de São Paulo, que contribui para projetar o estado como um dos principais destinos turísticos do mundo.
A Secretaria de Turismo e Viagens (Setur-SP) delineou eixos prioritários de atuação para o programa. Estes incluem o desenvolvimento e a promoção de rotas rurais temáticas, a qualificação profissional de quem atua no setor, a atração de investimentos para infraestrutura e inovação, a promoção de experiências autênticas em ambiente rural e a melhoria contínua da infraestrutura de apoio, como acesso, mobilidade, sinalização turística e conectividade em áreas rurais.
O Programa foi gestado a partir de uma construção coletiva, envolvendo diversas instituições. Inicialmente, o Fórum de Fomento ao Turismo Rural, parte da estrutura da Setur-SP, foi essencial. Instituições de ensino de renome, como a USP, o Instituto Federal e a Unesp, contribuíram com pesquisas e conhecimento técnico. O Sistema S, por meio do Senar, Sebrae e Senac, ofereceu expertise em capacitação e desenvolvimento empresarial. Entidades representativas dos destinos turísticos, como Aprecesp e Amitesp, e municípios de referência no segmento, a exemplo de Jundiaí, São Roque e Espírito Santo do Pinhal, participaram ativamente na construção do Plano de Turismo Rural, garantindo que as necessidades e particularidades locais fossem consideradas.
Perspectivas e o futuro do turismo rural em São Paulo
O lançamento do Programa de Desenvolvimento do Turismo Rural representa um marco fundamental para São Paulo. Ao institucionalizar e fortalecer o segmento, o governo estadual não apenas reconhece o vasto potencial do campo paulista, mas também estabelece uma base sólida para um crescimento sustentável e inclusivo. A abordagem multifacetada, que engloba apoio direto aos produtores, valorização ambiental, diversificação de experiências e melhoria de infraestrutura, promete gerar benefícios econômicos, sociais e culturais em todo o estado. A colaboração entre diferentes esferas governamentais e a participação da sociedade civil e instituições de ensino reforçam o caráter abrangente e a longevidade desta iniciativa, que se alinha às tendências globais de busca por autenticidade e contato com a natureza. O futuro do turismo rural em São Paulo se mostra promissor, consolidando o estado como um polo de experiências rurais ricas e memoráveis.
Perguntas frequentes (FAQ)
1. O que é o Programa de Desenvolvimento do Turismo Rural de São Paulo?
É uma iniciativa do Governo de São Paulo, instituída por decreto em 2 de abril, que visa a impulsionar o turismo rural no estado, integrando atividades agrícolas e turísticas para promover o desenvolvimento econômico e social.
2. Quais são os principais objetivos do programa?
Seus objetivos incluem apoiar produtores de pequeno porte e a agroindústria por meio de capacitação, crédito e inovação tecnológica, além de valorizar a restauração de paisagens, a conservação de florestas nativas e a diversificação das ofertas turísticas no campo.
3. Como o programa pretende apoiar os produtores rurais?
O programa apoiará os produtores rurais por meio de ações de capacitação profissional, facilitação de acesso a linhas de crédito específicas para o setor e fomento à inovação tecnológica em suas atividades, visando ao aprimoramento e à modernização.
4. Quais secretarias e entidades estão envolvidas na iniciativa?
A iniciativa é intersecretarial, contando com a participação da Casa Civil e das Secretarias de Agricultura e Abastecimento; Cultura, Economia e Indústria Criativa; Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística; Transportes Metropolitanos; e Desenvolvimento Econômico, além do DER e da INVEST SP.
5. Qual o impacto esperado do programa para o turismo no estado?
Espera-se que o programa impulsionar oportunidades em toda a cadeia do turismo rural, impactando segmentos como gastronomia, pesca esportiva, turismo de natureza, bem-estar, afroturismo, turismo de base comunitária, trens turísticos, trilhas e turismo religioso, consolidando São Paulo como um destino rural de excelência.
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Fonte: https://www.agenciasp.sp.gov.br