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Exposição explora a coexistência urbana na amazônia em belém
© Reuters/Marx Vasconcelos/proibida reprodução
Belém se prepara para sediar a COP30 com uma programação cultural diversificada que se estende para além das discussões políticas e ambientais. Uma das atrações é a exposição “Daquilo que aqui coexiste”, inaugurada na terça-feira (18), que oferece um olhar profundo sobre a vida nas cidades amazônicas.
A mostra reúne obras de 11 artistas do Amazonas, explorando diversas linguagens artísticas para refletir sobre temas como identidade, história e apagamento na Amazônia urbana. O curador e artista visual Éder Oliveira destaca que a exposição foca na Amazônia além da floresta tropical, buscando apresentar a realidade das cidades.
“Eu trouxe para cá um recorte de jovens artistas amazônidas e artistas daqui de Belém do Pará e formei a exposição daquilo que aqui coexiste, que é uma exposição muito voltada para aquilo que está acontecendo na cidade de Belém, no entorno de Belém e que trazem uma mostra daquilo que acontece no cotidiano urbano a partir da visão estética dos artistas,” explica Oliveira.
Em um momento crucial de debates sobre as emergências climáticas em Belém, durante a Conferência do Clima, a exposição usa fotografias, pinturas e vídeos para iluminar a vida cotidiana dos cidadãos urbanos. A iniciativa busca dar voz às periferias, que muitas vezes não encontram espaço nos eventos da COP30.
As obras enfatizam que existe uma ocupação consolidada de territórios urbanos, grandes e pequenos, que coexistem com a Amazônia, e que precisam ser considerados nas discussões sobre o futuro da região. Os artistas mostram que os habitantes são mais do que meros guardiões ou reféns da natureza.
A exposição “Daquilo que aqui coexiste” está aberta ao público na Casa Dourada, localizada na Cidade Velha, o marco zero de Belém, e permanecerá em cartaz até o dia 31 de janeiro de 2026. A iniciativa representa uma oportunidade de reflexão e diálogo sobre a complexa relação entre a urbanização e a natureza na Amazônia, oferecendo uma perspectiva artística e engajada sobre os desafios e as possibilidades da região.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br