De violões a buggy: homem é condenado por receptar bens de josé rico

 De violões a buggy: homem é condenado por receptar bens de josé rico

G1

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Um homem foi condenado pela Justiça de Limeira, no interior de São Paulo, por receptação de bens furtados da antiga mansão do cantor sertanejo José Rico, da dupla Milionário & José Rico. A propriedade, apelidada de “Castelo do José Rico” devido à sua arquitetura peculiar e dimensões grandiosas, foi alvo de um furto em setembro de 2017.

Entre os objetos recuperados e que levaram à condenação de Celso Salvador Ferrari Mendes, estavam itens pessoais do cantor, como um sapato com a inscrição “José Rico”, dois violões e um chapéu. Além desses, foram encontrados veículos, eletrodomésticos e eletrônicos.

O “Castelo do José Rico”, famoso por ter mais de 100 cômodos, segundo o próprio cantor, nunca foi totalmente finalizado. Após a morte de José Rico, a propriedade foi destinada a leilão para quitar dívidas, mas não atraiu compradores. A última tentativa de leilão foi suspensa a pedido da viúva do cantor.

O furto ocorreu em 18 de setembro de 2017, quando o imóvel já estava desabitado e em processo de inventário. Funcionários responsáveis pela segurança da propriedade registraram o crime na delegacia de Santa Bárbara d’Oeste.

A localização dos bens ocorreu sete dias depois, em um residencial no Jardim Olga Veroni, em Limeira. Uma equipe da guarda civil, em patrulhamento, suspeitou de um buggy estacionado no condomínio, pois possuía informações sobre os itens furtados do castelo.

Os guardas constataram que a vaga onde o buggy estava pertencia a um apartamento no último andar de um dos blocos. No local, cuja porta estava destrancada, foram encontrados os demais pertences, incluindo os objetos de uso pessoal de José Rico, além de um trailer, um quadriciclo, uma moto, eletrodomésticos e eletrônicos. Um parente do cantor reconheceu todos os itens.

Em depoimento, o acusado alegou que um conhecido pediu para que ele guardasse os pertences, justificando falta de espaço em sua própria residência. Ele também afirmou desconhecer a origem dos bens. No entanto, durante o processo, o réu não respondeu às acusações, sendo declarado revel.

O juiz Guilherme Lopes Alves Lamas, da 2ª Vara Criminal de Limeira, argumentou que o réu tinha como saber da origem ilícita dos bens. “Os bens subtraídos pertenciam ao cantor José Rico, falecido à época, e os fatos tiveram grande repercussão. A guarda municipal declarou, ainda, que os bens eram, claramente, memorabilia”, afirmou o magistrado.

Na decisão, o réu foi condenado a um ano, quatro meses e 24 dias de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de receptação, mas poderá recorrer da decisão em liberdade. O juiz ressaltou a importância de combater a receptação para diminuir o incentivo a furtos e roubos.

Na época do furto, a guarda civil informou que outros bens foram levados, incluindo um fusca de 1974, um disco de ouro do cantor e outro buggy. Este último foi encontrado em um desmanche de veículos durante uma operação conjunta da prefeitura e do Detran-SP.

O “Castelo do José Rico” é um local emblemático, cercado de histórias e lendas. A construção, que se estendeu por 24 anos, nunca foi finalizada. José Rico chegou a afirmar que a mansão possuía cerca de 100 cômodos. O cantor compôs uma canção intitulada “Castelo”, que reflete a grandiosidade e a importância da propriedade em sua vida.

Fonte: g1.globo.com

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