Brasil anuncia fundo inédito para impulsionar a transição energética global

 Brasil anuncia fundo inédito para impulsionar a transição energética global

© Bruno Peres/Agência Brasil

Compatilhe essa matéria

O Brasil planeja criar um fundo inovador destinado a catalisar a transição energética em nações em desenvolvimento. A iniciativa, que utilizará recursos provenientes da exploração de petróleo, foi anunciada pelo presidente Lula durante a abertura da segunda sessão temática da COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), realizada em Belém.

Em um discurso que ecoou para líderes globais, o presidente enfatizou a urgência de abandonar a dependência do petróleo, um combustível fóssil cuja queima libera gases poluentes na atmosfera, agravando as mudanças climáticas. “A Terra não comporta mais” o uso desta fonte de energia, declarou Lula, ressaltando a necessidade de uma mudança radical.

Além da criação do fundo, Lula propôs a análise da possibilidade de “troca de dívida por financiamento de iniciativas” voltadas à mitigação das mudanças climáticas e à transição para energias limpas. Essa abordagem inovadora poderia impulsionar a luta contra a pobreza energética, um desafio crucial para muitos países em desenvolvimento.

O presidente também abordou a questão dos conflitos globais, argumentando que estes eventos representam um obstáculo aos esforços globais para combater as mudanças climáticas.

No contexto da energia limpa, Lula destacou a importância de um debate aprofundado sobre os minerais críticos, como lítio, cobalto e nióbio, que desempenham um papel fundamental na fabricação de baterias e outras tecnologias essenciais para a transição energética.

Para o presidente, diversificar as matrizes energéticas, expandir o uso de fontes renováveis e acelerar a adoção de combustíveis sustentáveis são passos cruciais. No entanto, ele ressaltou que o sucesso dessas iniciativas depende do compromisso firme de todos os países.

Lula também fez referência ao Acordo de Paris, que completará uma década em 2025. Apesar do acordo, ele apontou que “a participação dos combustíveis fósseis na matriz energética global diminuiu apenas de 83% para 80%”. Este dado evidencia a lentidão da transição energética global e reforça a necessidade de ações mais ambiciosas e coordenadas.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Relacionados